Os candidatos a presidente da República mais bem posicionados nas pesquisas eleitorais optaram por votar pela manhã neste domingo (2). Candidato à reeleição pelo PL, Jair Bolsonaro votou na cidade do Rio de Janeiro. Ele chegou por volta das 8h50 à escola municipal Rosa da Fonseca, na Vila Militar, na zona oeste.
Acompanhado de políticos aliados, ele falou com a imprensa na chegada e na saída do local de votação, onde ele permaneceu por cerca de cinco minutos. Bolsonaro disse que eleições limpas têm que ser respeitadas e que confia em sua vitória no primeiro turno.
"A expectativa é de vitória hoje, tendo em vista o que fizemos num momento difícil da nação, bem como nesses 45 dias. Fui, em praticamente todos os estados do Brasil, muito bem recebido. Eleições limpas, sem problema. Que vença o melhor", disse.
Lula
Luiz Inácio Lula da Silva, votou às 9h05, na escola estadual João Firmino de Araújo, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. Após comparecer à urna, Lula fez um apelo pela paz. “Queremos um país que viva em paz, com esperança. E que possa produzir e construir seu próprio futuro a partir da participação da sociedade brasileira” , disse à imprensa.
Lula relembrou ainda o período em que esteve preso, entre abril de 2018 e novembro de 2019, após ser condenado por corrupção. Condenações que foram, mais tarde, anuladas pelo STF (Supremo Tribunal Federal). “É um dia mais do que importante para mim. Eu não poderia deixar de dizer para vocês que há quatro anos atrás eu não pude votar porque tinha sido vítima de uma mentira nesse país e estava detido na Polícia Federal exatamente no dia da eleição”, lembrou.
Ciro Gomes
Ciro Gomes (PDT) chegou à Secretaria de Saúde do Estado, em Fortaleza, por volta das 10h45 para votar. Acompanhado da esposa Giselle Bezerra, de filhos e netos, na saída Ciro disse aos jornalistas que, caso perca a eleição deste ano, não pretende se candidatar no próximo pleito.
“O futuro a Deus pertence. Se eu ganhar, quero trocar a minha reeleição pela reforma que o país precisa ter, e que foi jogada na lata do lixo. Se eu não vencer, quero ajudar a juventude a pensar as coisas, sem a suspeição de uma candidatura. Essas coisas sempre podem mudar, mas tenho 64 anos, dei a minha vida inteira à causa do povo brasileiro”, disse.
Simone Tebet
Simone Tebet (MDB) votou em Campo Grande (MS). Pouco depois das 9h, ela entrou na escola estadual Lúcia Martins Coelho, no bairro Jardim dos Estados, acompanhada da mãe, Fairte Tebet.
Após a votação, a presidenciável destacou que foi a primeira candidata a entregar ao TSE um documento no qual se compromete a respeitar o resultado das urnas. Outro assunto ressaltado por Tebet foi a importância do pleito.
"Hoje, a democracia se fortalece, é o povo na rua legitimamente escolhendo aquele e aquela que têm que ser os seus candidatos que vão representá-lo, não só como candidatos e futuros presidentes da República, mas também senadores, deputados federais, deputados estaduais e governadores”, explicou.
Felipe D’Avila
Candidato pelo Novo, Felipe D’Avila votou por volta das 9h30 no Colégio Mater Dei, no Jardim Paulista, na cidade de São Paulo. Ele acompanhará a apuração dos votos em sua residência, na capital paulista. Acompanhado de correligionários, ele disse que sua expectativa é que as pessoas votem de forma consciente neste primeiro turno das eleições gerais.
“Nosso próximo passo é estar na luta pela liberdade e pela democracia, fazendo uma oposição responsável. Significa apoiar projetos, não importa qual partido político, qual presidente da República, que apresentar projetos de modernização do Estado e, ao mesmo tempo, se colocar na resistência aos populistas que sempre querem, mais uma vez, denegrir as instituições democráticas”, disse o presidenciável.
Soraya Thronicke
A candidata do União Brasil à Presidência, Soraya Thronicke, votou na escola municipal Prof. Arassuay Gomes de Castro, em Campo Grande (MS). Ela chegou pouco depois das 10h, acompanhada do marido e de assessores.
"Eu andei pelo Brasil inteiro nessa campanha, comecei a minha campanha aqui e hoje aqui de novo, em Campo Grande, para votar, para exercer o meu papel, antes de candidata, antes de senadora, meu papel de cidadã. Estou muito feliz, hoje é a festa da democracia, porque eu ainda acredito que nós vivemos em uma democracia e que saibamos discutir política com urbanidade, com respeito, porque quem não tem argumentos, grita. Quem não sabe o que quer, grita. Nós não precisamos gritar e desrespeitar os outros para tratar de política", disse.
