Fomos ensinados a acreditar que a vida precisa ser extraordinária, e talvez o vazio contemporâneo também tenha relação com isso: a incapacidade de reconhecer que a vida quase sempre acontece de forma simples, silenciosa e parcial.
Nem todo sentido vem em forma de explosão, às vezes ele chega baixo, e passa despercebido.
Passamos grande parte da vida tentando prever, evitar, garantir.
Como se fosse possível negociar com o futuro para sofrer menos.
Mas existe algo profundamente humano em admitir que não controlamos quase nada.
Nem o tempo. Nem as perdas. Nem o que ainda está por vir.
É justamente aí que os vínculos ganham importância.
No fim, a sensação de amparo não nasce de ter domínio sobre a vida, mas de saber com quem atravessamos aquilo que foge ao nosso controle.
É por isso que a relação entre psicólogo e paciente se chama “vínculo terapêutico”.
Como temos nos relacionado com o SIMPLES, com a vida, com o sofrer, com o trabalho, com o tempo, conosco, com as pessoas, com as frustrações, com as expectativas, com as idealizações?
Por uma cultura de cuidados com a Saúde Mental.
Setembro Amarelo: de Setembro a Setembro.
