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Penitenciária de Andradina inicia nesta sexta a produção de máscaras

Reeducandos passam por treinamento e iniciam produção imediatamente; 3 dias de trabalho reduz 1 dia de pena

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
02/04/20 às 16h05

A penitenciária de Andradina (SP) inicia nesta sexta-feira (3), a produção de máscaras de proteção descartáveis, para uso em procedimentos não-cirúrgicos, destinados aos profissionais da saúde que atuam no combate ao coronavírus no Estado de São Paulo.

Segundo o governo do Estado, a confecção das máscaras já está em andamento nas três unidades prisionais de Tremembé. A partir dessa sexta-feira, ela será iniciada nos presídios de Andradina, Araraquara, Itaí, Tupi Paulista (feminina).

A estimativa é de que os presídios produzam mais de 50 mil máscaras por dia para prevenção ao coronavírus.

Segundo o governador João Doria (PSDB), as máscaras também serão utilizadas por servidores que atuam no combate à pandemia nas áreas de segurança e funcionários da SAP (Secretaria de Administração Penitenciária).

“São Paulo foi o primeiro Estado do País a definir, no seu sistema prisional, a confecção de máscaras. Um dos maiores problemas, não só do Brasil como de outras nações do mundo, é a obtenção de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual). Então, acelerar essa produção é uma medida necessária”, disse Doria em entrevista no Palácio dos Bandeirantes nesta quinta-feira (2).

Confecção das máscaras já está em andamento nas três unidades prisionais de Tremembé (Foto: Divulgação)

Capacidade

A expectativa inicial era de produção diária de cerca de 30 mil máscaras. A meta é que as oficinas desses sete presídios confeccionem até 53 mil unidades por dia, quando atingirem a capacidade máxima.

As fábricas da Funap (Fundação Prof. Dr. Manoel Pedro Pimentel) são vinculadas à SAP e já produziam outros itens, como bolas e uniformes. Elas foram adaptadas para a produção das máscaras.

Matéria-prima

A fundação havia adquirido material para fazer 1 milhão de máscaras e tem novo pedido de matéria-prima, para produzir mais 3 milhões.

As oficinas foram higienizadas e foi criado um protocolo de limpeza pessoal e ambiental com base em padrões hospitalares para garantir a higiene das peças, feitas em TNT duplo.

Os reeducandos passarão por treinamento e iniciarão a produção do material imediatamente. Para cada três dias de trabalho, o presidiário reduz um dia de pena.

Doação

Uma universidade particular anunciou a doação de duas máquinas com capacidade de produzir até 3 mil unidades por hora, para contribuir com a produção das máscaras.

Cada equipamento custa R$ 126 mil e o primeiro deverá ser entregue à SAP na segunda quinzena de abril. (Informações da assessoria de imprensa)

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