Polícia

Acusada de exploração sexual, dona de ‘bar’ paga fiança de R$ 5 mil

Negou manter uma casa de prostituição e disse que jovem trabalhava como atendente de mesa no bar

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
07/02/20 às 20h02

A comerciante de 54 anos que foi presa na tarde da última quarta-feira (5) em Araçatuba (SP), acusada de exploração sexual, ganhou a liberdade durante audiência de custódia, após pagar R$ 5 mil de fiança.

Ela alegou que desconhecia que a jovem encontrada no bar dela pela polícia fosse menor de 18 anos.

O flagrante foi feito por equipe do GOE (Grupo de Operações Especiais) da Polícia Civil, após denúncia de que no estabelecimento, que segundo a polícia é uma casa de prostituição, havia mulheres mantidas em cárcere privado.

A denúncia não foi confirmada, mas entre as quatro moças que estava no local, uma tinha 17 anos. Moradora em Birigui, ela confirmou à polícia que fazia programas sexuais, cobrava R$ 150,00 e dava R$ 50,00 para a dona do estabelecimento pelo uso do local.

Ao ser questionada se a comerciante sabia que ela tinha apenas 17 anos, a jovem respondeu que sim.

Porém, após a acusada alegar que a garota se apresentou com outro nome e mostrou uma carteira de identidade de uma jovem com mais de 18 anos, ela falou que usou o RG de uma prima ao se apresentar à comerciante.

Já conhecia

O Hojemais Araçatuba apurou que em depoimento a adolescente declarou que se prostitui há cinco anos, sem os pais dela saberem. Ela disse que foi apresentada à comerciante no ano passado por uma prima, que também faz programas sexuais.

Ainda de acordo com a adolescente, na ocasião a investigada a levou para outra casa noturna que possui em São José do Rio Preto, também para fazer programas sexuais.

Alegou que na época já apresentou a carteira de identidade da prima, que cobrava R$ 50,00 por programa e não repassava nada à comerciante. Após quatro dias na casa, ela voltou para Birigui.

Mensagem

Ainda segundo a adolescente, na semana passada ela recebeu uma mensagem no celular enviada pela comerciante, que a convidou para trabalhar na chácara em Araçatuba.

A investigada foi buscá-la na casa dela na segunda-feira (3) e combinou o valor do programa, sendo que os R$ 50,00 seria para pagar as despesas do estabelecimento.

Alegou ainda que no período em que esteve no local, realizou apenas um programa sexual.

Atendente de mesa

A comerciante confirmou à polícia ter buscado a jovem na casa dela em Birigui na segunda-feira, mas negou que mantenha uma casa de prostituição.

De acordo com ela, sem saber que a vítima fosse adolescente, ela a convidou para trabalhar como atendente de mesa no bar e que na noite anterior a jovem trabalhou até depois das 3h.

Disse ainda que ela dormia em um dos quartos que aluga para casais que queiram se relacionar, os quais estavam vazios.

Por fim, a investigada confirmou que a adolescente esteve no estabelecimento que ela mantém em Rio Preto, no ano passado. Porém, disse que ela dormiu apenas uma noite no local, quando esteve na cidade para ir a uma festa rave.

A polícia dará andamento ao inquérito.

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