A comerciante de 54 anos que foi presa na tarde da última quarta-feira (5) em Araçatuba (SP), acusada de exploração sexual, ganhou a liberdade durante audiência de custódia, após pagar R$ 5 mil de fiança.
Ela alegou que desconhecia que a jovem encontrada no bar dela pela polícia fosse menor de 18 anos.
O flagrante foi feito por equipe do GOE (Grupo de Operações Especiais) da Polícia Civil, após denúncia de que no estabelecimento, que segundo a polícia é uma casa de prostituição, havia mulheres mantidas em cárcere privado.
A denúncia não foi confirmada, mas entre as quatro moças que estava no local, uma tinha 17 anos. Moradora em Birigui, ela confirmou à polícia que fazia programas sexuais, cobrava R$ 150,00 e dava R$ 50,00 para a dona do estabelecimento pelo uso do local.
Ao ser questionada se a comerciante sabia que ela tinha apenas 17 anos, a jovem respondeu que sim.
Porém, após a acusada alegar que a garota se apresentou com outro nome e mostrou uma carteira de identidade de uma jovem com mais de 18 anos, ela falou que usou o RG de uma prima ao se apresentar à comerciante.
Já conhecia
O Hojemais Araçatuba apurou que em depoimento a adolescente declarou que se prostitui há cinco anos, sem os pais dela saberem. Ela disse que foi apresentada à comerciante no ano passado por uma prima, que também faz programas sexuais.
Ainda de acordo com a adolescente, na ocasião a investigada a levou para outra casa noturna que possui em São José do Rio Preto, também para fazer programas sexuais.
Alegou que na época já apresentou a carteira de identidade da prima, que cobrava R$ 50,00 por programa e não repassava nada à comerciante. Após quatro dias na casa, ela voltou para Birigui.
Mensagem
Ainda segundo a adolescente, na semana passada ela recebeu uma mensagem no celular enviada pela comerciante, que a convidou para trabalhar na chácara em Araçatuba.
A investigada foi buscá-la na casa dela na segunda-feira (3) e combinou o valor do programa, sendo que os R$ 50,00 seria para pagar as despesas do estabelecimento.
Alegou ainda que no período em que esteve no local, realizou apenas um programa sexual.
Atendente de mesa
A comerciante confirmou à polícia ter buscado a jovem na casa dela em Birigui na segunda-feira, mas negou que mantenha uma casa de prostituição.
De acordo com ela, sem saber que a vítima fosse adolescente, ela a convidou para trabalhar como atendente de mesa no bar e que na noite anterior a jovem trabalhou até depois das 3h.
Disse ainda que ela dormia em um dos quartos que aluga para casais que queiram se relacionar, os quais estavam vazios.
Por fim, a investigada confirmou que a adolescente esteve no estabelecimento que ela mantém em Rio Preto, no ano passado. Porém, disse que ela dormiu apenas uma noite no local, quando esteve na cidade para ir a uma festa rave.
A polícia dará andamento ao inquérito.