Laudo do IML (Instituto de Médico Legal) apontou que a menina de 1 ano e 3 meses que deu entrada no pronto-socorro de Penápolis (SP) cerca de seis horas após morrer, em 14 de fevereiro, não sofreu abuso sexual.
A informação foi confirmada pela delegada Thaísa da Silva Borges, que conduz o inquérito instaurado pela DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) para investigar o caso.
Após as prisões da mãe e do padrasto da vítima, ela concedeu entrevista coletiva e informou que trauma abdominal, laceração no fígado e hemorragia interna aguda estão entre as causas da morte da criança.
Suspeita
Entretanto, na ficha apresentada à polícia referente ao atendimento prestado à paciente consta um alargamento do orifício anal da criança. Diante disso, foi coletado material e encaminhado para exame pelo IC (Instituto de Criminalística) em São Paulo.
“Tivemos o primeiro laudo, cujo resultado foi informado em entrevista, e esse de São Paulo era para verificar a questão do crime sexual, cujos indícios não foram constatados. Agora faltam os laudos do Instituto de Criminalística” , comenta Thaísa.
Conclusão
A polícia aguarda o laudo do IC com relação a duas perícias feitas na residência do casal para concluir o inquérito e relatar à Justiça. Em depoimento, os acusados alegaram que a menina teria caído de um berço.
Porém, como já foi informado pela delegada, o laudo do IML aponta que a laceração no fígado da vítima foi provocada por um instrumento contundente e pode ser consequência de agressões por parte dos investigados.
O caso é tratado como homicídio qualificado por recurso que impossibilitou a defesa da vítima, por meio cruel e feminicídio. O casal segue preso temporariamente e, em caso de condenação, a pena pode chegar a 30 anos.
