Um comerciante de 48 anos, dono de um bar no bairro residencial Atenas, em Birigui (SP), foi preso na tarde de terça-feira (18) acusado de tráfico de drogas. No estabelecimento foram encontradas porções de crack, cocaína e maconha.
Um suposto funcionário dele se apresentou como proprietário do entorpecente e também deve ser investigado por envolvimento no crime.
O flagrante foi feito no início da tarde, por policiais militares que receberam denúncia de que o investigado praticaria o tráfico de drogas no bar. O denunciante detalhou que o entopecente ficaria escondido em uma prateleira.
Drogas
No local os policiais foram recepcionados pelo comerciante, que negou a prática do crime e autorizou as buscas. Durante a vistoria, a equipe encontrou 11 pinos com cocaína em uma lata de Mentos e dez pedras de crack em uma caixa aparentemente de remédio.
As duas embalagens estavam em uma prateleira, onde havia mais 12 porções de maconha, além de duas latas de Nescau, uma com R$ 25,00 em moedas e a outra com R$ 372,00 em cédulas.
Com o investigado foram encontrados mais R$ 200,00 em dinheiro e ele insistiu em negar o crime, alegando não saber como as drogas foram parar na prateleira do bar.
Funcionário
O investigado foi apresentado no plantão policial, onde dois advogados acompanharam o flagrante. Um deles deixou a delegacia durante o procedimento, alegando que precisava participar de uma audiência.
Em declarações, o comerciante admitiu ser o proprietário do bar, mas argumentou que raramente vai ao estabelecimento, pois trabalharia com obras. Disse ainda que teria uma pessoa que ficaria no bar durante o dia e outra durante a noite.
Por fim, alegou que estava no prédio para verificar o estoque de bebidas e usava o banheiro quando os policiais militares chegaram informando sobre a denúncia de tráfico de drogas, autorizou a realização de buscas e se surpreendeu quando alegaram que havia drogas na prateleira.
Na versão dele, o entorpecente poderia ser da pessoa que trabalharia para ele no período da noite, a qual chegou na delegacia durante o flagrante, afirmando que queria ser ouvido.
Divergências
Ouvido na presença de um dos advogados, o jovem de 23 anos alegou que compareceu espontaneamente na delegacia após saber da prisão do dono do bar. Disse ainda que trabalha informalmente para o comerciante, iniciando o turno às 19h, permanecendo até por volta das 2h ou 3h.
Alegou ainda que recebe proporcionalmente ao valor das bebidas que vende durante a noite, variando de R$ 80,00 a R$ 90,00 por dia trabalhado. Segundo a polícia, o acusado alegou ainda que havia recebido as drogas apreendidas como pagamento de uma dívida na segunda-feira (17), pretendia vendê-las por R$ 10,00 a porção e iniciaria o comércio na terça-feira.
Ele alegou não se lembrar da cor dos pinos com cocaína, que estariam em um pote de goma de mascar. Sobre as porções de crack, disse que estavam em outro pote de goma de mascar e as de maconha em uma lata de Nescau, o que não coincide com as informações passadas pelos policiais militares que fizeram o flagrante.
Ainda segundo o investigado, não havia dinheiro junto com a droga e o dono do bar seria inocente, pois desconhecia a existência das drogas no estabelecimento.
Prisão
Apesar das versões, o delegado Eduardo Lima de Paula, que presidiu a ocorrência, decidiu pela prisão em flagrante do dono do bar, levando em consideração os indícios apresentados. Ele também considerou não fazer parte da rotina policial alguém se apresentar espontaneamente dizendo ser dono de droga apreendida com terceiros.
A autoridade policial decidiu por liberar o jovem, por não haver flagrante no caso dele, porém, não descartou a hipótese da participação dele no crime por querer livrar o comerciante. Por isso, será dada sequência à investigação.
