UM homem de 35 anos foi preso na noite de quarta-feira (7), em Bilac (SP), acusado de agredir a companheira dele e usar um facão para ameaçá-la e também aos vizinhos do casal.
Os policiais militares que atenderam a ocorrência relataram que por volta das 2h30 receberam chamado sobre violência doméstica e chegando ao endereço informado, viram o investigado correndo ao perceber a presença da viatura.
A mulher, de 46 anos, disse aos policiais que havia saído com o companheiro para tomar cerveja e quando voltaram para casa, ele passou a agredi-la com chutes nas pernas, fazendo com que caísse ao chão.
A vítima disse que pensou em sair de casa para pedir ajuda aos vizinhos, que viram as agressões e acionaram a polícia. Segundo a mulher, ela deu uma volta no quarteirão de casa seguida pelo companheiro. Quando chegou na frente da residência, ele teria passado a agredi-la com socos no rosto.
Facão
Nesse momento, os vizinhos teriam tentado intervir e o acusado entrou no imóvel e voltou armado com um facão grande, com o qual passou a fazer ameaças a ela e aos vizinhos.
Segundo a polícia, enquanto a vítima era orientada a registrar a ocorrência o acusado retornou para a casa, alegando que não havia acontecido nada. Ele foi preso e levado para o plantão policial junto com o facão, que foi apreendido.
Negou
Já na delegacia ele alegou que estava bebendo com a companheira desde as 9h, teriam tomado muita “cachaça” o dia todo e passaram a brigar quando voltaram para a casa. Na versão dele, a mulher passou a agredi-lo verbalmente e com socos e chutes.
Por ela ser muito forte e ter trabalhado na roça, ele se defendeu das agressões e acabou a atingindo. O acusado também negou ter feito uso de facão para ameaçar qualquer pessoa, alegando que a ferramenta é usada para podar as árvores. Por fim, disse estar arrependido.
Maria da Penha
A vítima passou por atendimento médico antes de ser ouvida na delegacia e representou criminalmente contra o companheiro, que teve a prisão confirmada pelo delegado que presidiu a ocorrência.
Ela também requereu as medidas protetivas previstas na lei Maria da Penha, mas disse que sairia de casa, não sendo necessário que o acusado seja afastado do lar.
