Um dos moradores em Birigui (SP) que foi preso em Bauru na segunda-feira (21), acusado de fazer compras com cartão bancário clonado, também é investigado pelo mesmo crime em Guararapes.
Segundo o que foi apurado pela reportagem, representantes de um restaurante instalado na rodovia Marechal Rondon (SP-300), procuraram a polícia no início de janeiro para denunciar o crime.
Foi relatado que o estabelecimento promoveu um evento com a venda de ingressos por meio de link enviado por aplicativo WhatsApp. De acordo com o que foi informado, o autônomo de 32 anos, que mora no Portal da Pérola 2, adquiriu R$ 4.640,00 em ingressos.
Estorno
O estabelecimento constatou que após a entrega dos ingressos o valor referente ao pagamento foi estornado. O investigado chegou a ser procurado, pagou parte do valor devido, mas deixou de pagar R$ 3.480,00.
Ainda de acordo com o restaurante, o investigado compareceu ao evento acompanhado de amigos, utilizando os ingressos adquiridos por ele, que foi procurado novamente pela vítima posteriormente, mas não foi localizado.
Em contato com os demais ocupantes da mesa durante o evento, os responsáveis pelo restaurante foram informados que todos eles haviam sido presenteados com os ingressos pelo autor.
Cópias das conversas de texto e áudio feitas entre o restaurante e o investigado seriam apresentadas à polícia.
Preventiva
Durante audiência de custódia realizada ontem, a Justiça de Bauru acatou representação da Polícia Civil e converteu as prisões preventivas do autônomo e do vendedor de 34 anos, que estava com ele quando foram presos em flagrante ao tentar comprar uma placa de vídeo de R$ 7 mil em uma loja da cidade de forma fraudulenta.
Segundo o comerciante vítima, eles já haviam feito duas compras mediante pagamento por link, cujo pagamento foi suspenso pelo proprietário do cartão usado, que não reconheceu a compra.
Flagrante
A vítima comunicou à Polícia Civil que estava negociando mais uma venda para a dupla e os dois foram surpreendidos quando chegaram na loja para retirar a mercadoria, utilizando o carro de uma locadora.
O vendedor confessou o crime, estava com um documento falso e disse que havia clonado o cartão com dados obtidos na internet. O autônomo negou participação no crime, alegando que havia apenas dado carona ao comparsa. Para a polícia, ele seria o mentor intelectual do crime.
