Foi encontrado morto na cadeia de Penápolis (SP) na madrugada desta segunda-feira (17), o homem de 34 anos que havia sido preso na sexta-feira (14) em Araçatuba, investigado por um latrocínio ocorrido no Estado do Rio de Janeiro em fevereiro deste ano.
Segundo o que foi apurado pela reportagem, era por volta das 3h30 quando um dos funcionários da cadeia foi informado que o preso havia tirado a própria vida, por enforcamento.
O corpo foi encontrado no banheiro da cela, com uma tira de tecido amarrada ao pescoço e presa à janela. O local foi preservado para realização de perícia antes de ser recolhido e encaminhado ao IML (Instituto Médico Legal) para exame necroscópico.
Latrocínio
O investigado foi preso por equipe da DIG/Deic (Delegacia de Investigações Gerais da Divisão Especializada de Investigações Criminais) de Araçatuba, durante cumprimento a mandado de prisão expedido pela Justiça do Rio de Janeiro.
Ele era acusado de participação no assassinato do empresário Edson Shoit Hara Junior, 47 anos, e da esposa dele, Clara Aline Chaves Cardoso, 38. O empresário, que foi secretário de Saúde em Itaguaí em 2016, era instrutor e praticante de tiro esportivo e colecionador de armas.
O casal foi morto a tiros em um sítio no município de Itaguaí (RJ), em 24 de fevereiro. Segundo a imprensa daquele Estado, as vítimas haviam acabado de chegar na propriedade quando foram surpreendidas por homens armados.
O inquérito foi instaurado pela DHBF (Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense), que no início de março prendeu outro acusado de participação no crime e apreendeu uma espingarda calibre 12 e munições de diversos calibre. Essa arma pertencia ao empresário assassinado junto com a esposa dias antes.
Capturado
Segundo o delegado José Abonízio, foi apurado que após o crime, o investigado teria vindo para Araçatuba, cidade onde já havia residido anteriormente. A mãe dele, que estava morando no Estado de Goiás, também retornou e estava morando com ele.
A DIG/Deic deu início à investigação, descobriu onde ele estava escondido e recebeu denúncia de que ele estaria matando gatos na região onde estava escondido, o que não foi confirmado.
O investigado foi levado para a cadeia de Penápolis e aguardava autorização da Justiça para ser transferido para o Rio de Janeiro.
A reportagem já encaminhou e-mail para a assessoria de imprensa da SSP (Secretaria de Segurança Pública) questionando sobre os procedimentos que serão adotados em função da morte do preso e aguarda retorno.
