Polícia

Jovem é detido com carro que estaria sendo usado em furtos em Araçatuba

Veículo que foi furtado em julho deste ano estava com placas de outro carro; alegou ter pago R$ 6,5 mil, sabendo que estava irregular

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
16/11/22 às 15h16

A Polícia Militar de Araçatuba (SP) apreendeu um Fiat Palio que havia sido furtado em julho e que estaria sendo utilizado para a prática de vários furtos na cidade. Ele estava com um jovem de 22 anos que negou saber da procedência criminosa do veículo, mas que sabia que estaria com a documentação irregular.

A apreensão foi feita por equipe do Baep (Batalhão de Ações Especiais de Polícia), que na madrugada desta quarta-feira viram o carro trafegando pela avenida Mário Covas. Segundo o que foi relatado, há um veículo da mesma marca, preto, com placas do Mercosul e com engate, sendo usado em vários furtos na cidade. Por ter as mesmas características, os policiais decidiram fazer o acompanhamento.

A abordagem aconteceu no cruzamento da rua Jabaquara com a Jonas da Mata, no bairro Casa Nova. O condutor estava sozinho, não trazia nada de irregular, mas o documento encontrado no porta-luvas era de um carro com outra placa e que havia sido furtado em 10 de julho, com BO sendo feito no dia 12.

Comprou

Segundo a polícia, o investigado alegou ter comprado o carro de um desconhecido em Rubiácea, há cerca de três meses, após ver um anúncio na internet, tendo pago por ele R$ 6,5 mil. Na tabela Fipe, um veículo desse tipo está avaliado em aproximadamente R$ 35 mil.

O jovem alegou ainda que sabia que o carro estaria com a documentação irregular, mas desconhecia que seria furtado. Durante vistoria no interior do automóvel os policiais encontraram um alicate de pressão e uma chave de fenda.

Além disso, segundo os policiais, havia vários fragmentos de vidro, indicativo de que ele pode estar sendo usado para transportar objetos furtados, conforme denúncia anterior.

Investigação

O investigado foi apresentado na delegacia junto com o carro e os demais objetos apreendidos. O delegado que presidiu a ocorrência entendeu não haver comprovação do dolo, que é a intenção em cometer o crime de receptação por parte dele.

Diante disso, decidiu pela liberação após ouvir o depoimento, mas um inquérito será instaurado para investigar o caso. 

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