Polícia

PF cumpre mandado de prisão em Penápolis em operação contra o descaminho

Policial Militar Rodoviário é investigado por repassar informações privilegiadas para importação irregular de mercadorias do Paraguai, principalmente vinho; esquema teria movimentado mais de R$ 2 milhões

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
24/02/22 às 09h10
A Polícia Federal apreendeu caixas de bebidas durante a operação (Foto: Divulgação)

A Polícia Federal cumpriu na manhã desta quinta-feira (24), um mandado de prisão temporária em Penápolis (SP), contra um homem investigado por participar de uma suposta quadrilha especializada no crime de descaminho.

O líder do grupo seria o morador em Caldas Novas (GO), proprietário de empresas no ramo de bebidas de alto valor comercial, principalmente vinho. As mercadorias contrabandeadas seriam revendidas a clientes com alto poder aquisitivo, mediante encomenda. Algumas das bebidas encomendadas custariam mais de R$ 10 mil a garrafa.

A prisão em Penápolis ocorreu durante a operação Vinha, deflagrada pela Delegacia de Polícia Federal em Jales, para desarticular essa organização criminosa que atuaria em um grande esquema de descaminho na fronteira entre Brasil e Paraguai, passando por rodovias do Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Goiás.

O nome da operação “Vinha”  é uma alusão à plantação de uvas, que são utilizadas na produção do vinho, principal bebida comercializada ilegalmente pela organização criminosa.

Foram expedidos dois mandados de prisão temporárias, um para ser cumprido em Penápolis e o outro em Caldas Novas. Outros 12 mandados de busca e apreensão foram expedidos pela Justiça Federal de Jales para serem cumpridos em Matelândia, Santa Tereza Do Oeste e Itaguajé, no Paraná; Rio Quente, Caldas Novas e Goiânia, em Goiás; e em Penápolis. 

Investigação 

Segundo a PF, as investigações tiveram início em junho de 2021, a partir da prisão de quatro homens em uma rodovia na região de Jales. Um dos presos na ocasião é policial militar rodoviário, que atua na base de Penápolis.

Eles foram flagrados transportando grande quantidade de bebidas alcóolicas provenientes do Paraguai, com destino ao Estado de Goiás. A carga estava desacompanhada da documentação de importação legal das mercadorias.

Um inquérito foi instaurado e a PF constatou que pelo menos dez pessoas faziam parte do esquema de importação ilegal de mercadorias. Os produtos principais seriam bebidas e somente nos últimos meses os investigados teriam movimentado mais de R$ 2 milhões.

Policiais Federais de Goiás e policiais do CIOF (Centro Integrado de Operações de Fronteira) de Foz do Iguaçu (PR) também deram apoio às investigações nas diligências de campo.  

Informações privilegiadas

Segundo nota divulgada à imprensa, o policial rodoviário investigado é acusado de repassar informações privilegiadas aos demais integrantes sobre a movimentação nos postos policiais e equipes de fiscalização nas rodovias.

Ainda de acordo com o que foi divulgado, ele também participava de alguns transportes portando arma de fogo e funcional da corporação. A PF informou em nota divulgada à imprensa hoje, que Justiça Federal determinou o imediato afastamento dele das  funções e a entrega do armamento e do fardamento à corporação.

Providências

Segundo o que foi divulgado, a Justiça Federal determinou o bloqueio de bens e valores do líder do grupo e outras medidas judiciais contra os investigados, como a suspensão do direito de dirigir, suspensão do exercício da função pública (no caso do policial), proibição de transitar na região de fronteira em uma faixa de 150 quilômetros em todo o território nacional.

Todos os investigados foram indiciados nos crimes de Descaminho, artigo 334 do Código Penal e Organização Criminosa, artigo 288 do Código Penal. Em caso de condenação, a pena máxima é de 12 anos de reclusão.

O material apreendido durante o cumprimento dos mandados será encaminhado à PF em Jales, responsável pela investigação. Os presos permanecerão custodiados em cadeias da região e permanecerão à disposição da Justiça Federal de Jales.

Foto: Divulgação
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