A Polícia Civil de Birigui (SP) prendeu nesta quinta-feira (15), um segundo suspeito de participar do assassinato do açougueiro André Luiz Siqueira Sagioneti, 37 anos.
A vítima foi encontrada esfaqueada, dentro de uma valeta ao lado da estrada que liga Birigui a Coroados, em 19 de junho, com o carro incendiado. O açougueiro ficou vários dias internado e morreu na Santa Casa de Birigui, em 12 de julho.
Três dias após a morte, a Justiça expediu o mandado de prisão temporária do principal suspeito do crime, um jovem de 24 anos, que foi preso em Mirandópolis. Ele também foi indiciado por tráfico de drogas, já que estava com 40 porções de maconha. Porém, negou conhecer a vítima.
Segundo envolvido
As investigações prosseguiram e a polícia conseguiu identificar o segundo suspeito, que tem 44 anos e também teve a prisão temporária expedida pela Justiça. Durante o cumprimento do mandado nesta quinta-feira, ele negou participação no crime.
Entretanto, a investigação apontou que ele fez um saque de R$ 300,00 em um caixa eletrônico, usando o cartão da vítima, que havia pedido ao pai para fazer o depósito, alegando que estava sendo ameaçado por dívida de drogas.
Desaparecido
Um dia antes de ter sido encontrado ferido, o pai de Sagioneti registrou um boletim de ocorrência comunicando o desaparecimento dele.
Na ocasião, ele informou à polícia que em 4 de junho o filho lhe telefonou pedindo dinheiro, sob argumento de que estava sendo ameaçado.
O pai fez o depósito, mas não conseguiu mais contato com o filho, que foi encontrado pela polícia com ferimentos na cabeça, no tórax, nos braços e nas costas. Próximo dele estava o GM Onix com placas de Belo Horizonte (MG), que foi incendiado.
Usuário
Ao ser detido hoje, o investigado confirmou que conhecia o açougueiro por terem frequentado a mesma clínica de recuperação para dependentes químicos, em Birigui.
Disse ainda que costumava consumir crack com a vítima, que havia deixado o carro dela como garantia ao outro investigado, em troca de 24 porções de crack.
A droga teria sido vendida a R$ 300,00, por isso, no dia seguinte Sagioneti telefonou para o pai dele pedindo o dinheiro.
O investigado confirmou que fez o saque desse valor a pedido da vítima, que pagou a dívida, retirou o carro, mas pegou mais entorpecente.
Como a chave do veículo teria ficado com o suposto fornecedor da droga, esse saiu com o carro e acabou se envolvendo em um acidente de trânsito.
Franquia do seguro
O veículo tinha seguro, foi levado para a oficina, mas a franquia era de R$ 2.000,00. Como Sagioneti já devia R$ 300,00 pela droga que havia pego antes, o suposto fornecedor teria lhe oferecido mais R$ 200,00 em entorpecente para abater no valor da franquia, que ele teria que pagar.
Ainda de acordo com o investigado preso nesta quinta-feira, o açougueiro e o fornecedor do entorpecente saíram com o carro reserva oferecido pela seguradora, o GM Onix, para buscar os R$ 200,00 em drogas, mas apenas o fornecedor teria retornado de bicicleta.
O investigado disse que no dia seguinte, ao ouvir no rádio que um homem havia sido encontrado esfaqueado e teve o carro queimado, ele já imaginou que seria Sagionete.
Com a prisão do segundo suspeito, a Polícia Civil dará seguimento ao inquérito para relatá-lo à Justiça. Dependendo do que for apurado, poderá ser pedida a prisão preventiva dos dois investigados.