João Paulo Santos Oliveira, 24 anos, foi assassinado na noite de segunda-feira (31), na penitenciária de Andradina (SP). Foi o terceiro homicídio de detento nesta unidade em um ano. A reportagem apurou que ele havia sido preso em dezembro do ano passado, acusado de esfaquear a própria mãe, em Ubatuba, no litoral paulista.
Três colegas de cela assumiram a autoria do crime, sob argumento de que na facção à qual pertencem, a “Cerol Fininho”, esse tipo de crime deve ser punido com a morte.
De acordo com o que foi apurado, Oliveira estava na cela 3, onde um agente de segurança penitenciária foi chamado pelos detentos por volta das 21h. Assim que chegou à cela, ele foi abordado por três detentos, que informaram que o haviam estrangulado até a morte.
O diretor de segurança da unidade prisional foi comunicado, ordenou que a área fosse isolada e preservada e que os colegas de cela de Oliveira fossem colocados em uma ala separada.
Morte
A perícia foi acionada e a vítima foi encontrada caída no chão da cela, com o pescoço cortado com um cordão, e já sem vida. Ainda de acordo com o que foi apurado, nessa mesma cela havia sete presos, mas apenas os três assumiram a autoria do crime, sem informar a motivação.
Ao ser comunicada, uma equipe de plantão da Polícia Civil foi até à penitenciária e interrogou os detentos que se apresentaram como autores do homicídio.
Pena de morte
Segundo o que foi relatado, eles afirmaram que devido a Oliveira ter esfaqueado a mãe dele, deveria ser morto por tal crime ser considerado um fato grave na facção Cerol Fininho, a qual pertencem, e que deve ser punido com a morte.
Os três devem ser indiciados por homicídio duplamente qualificado por motivo fútil e com emprego de asfixia. Como eles já se encontram custodiados na penitenciária, permaneceram à disposição da Justiça.
Os três foram escoltados com apoio da Polícia Militar até o IML (Instituto Médico Legal) de Andradina para exame de corpo de delito. O corpo de Oliveira também foi encaminhado ao IML para exame necroscópico antes de ser liberado aos familiares.
O delegado que presidiu a ocorrência representou pela conversão da prisão em flagrante em preventiva, citando que os acusados não apresentaram qualquer sinal de arrependimento.
