Falta de ar ou dificuldade para respirar, sensação de peso ou aperto no peito, chiado nesta região e/ou tosse são alguns dos principais sintomas de quem tem asma. Apesar de afetar cerca de 20 milhões de cidadãos, ser a quarta causa de internação no País e todo ano levar à morte pelo menos duas mil pessoas, a asma não é encarada exatamente como um problema sério pelos brasileiros.
Os dados são da pesquisa “A Asma na Visão e na Vida dos Brasileiros”, iniciativa da revista Saúde, da área de Inteligência de Mercado do Grupo Abril e da biofarmacêutica AstraZeneca, com o apoio da Asbai (Associação Brasileira de Alergia e Imunologia), da SBPT (Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia) e da Fundação ProAr.
A pesquisa aponta, ainda, que 73% dos pacientes admitem não seguir todas as recomendações dadas em consultório. E isso, por sua vez, pode ajudar a entender outro achado alarmante: seis em cada dez dos participantes com asma foram internados devido a complicações no quadro em algum momento da vida e 22% deles passaram um período no hospital no mínimo sete vezes.
Além disso, 70% dos 210 entrevistados com asma foram informados de que tinham outra enfermidade antes de concluir o diagnóstico preciso.
O que é asma?
Asma é o estreitamento dos brônquios (canais que levam ar aos pulmões) que dificulta a passagem do ar provocando contrações ou broncoespasmos. As crises comprometem a respiração, tornando-a difícil. Quando os bronquíolos inflamam, segregam mais muco, o que aumenta o problema respiratório. Na asma, expirar é mais difícil do que inspirar, uma vez que o ar viciado permanece nos pulmões provocando sensação de sufoco.
Os fatores de risco são diversos. Entre adultos destacam-se o fumo e a exposição a produtos irritantes. Pais fumantes provocam aumento considerável da susceptibilidade nas crianças. Pólen, mofo, ácaros, fumaça de cigarro, poluentes do ar, gases químicos, inseticidas, poeiras e até determinados alimentos, como o leite e os ovos, podem desencadear as crises.
Somados a todo esse quadro, resfriados e gripes, o estresse emocional e a prática de exercícios vigorosos podem agravar os sintomas. Instalada a crise, pacientes adultos (e, se crianças, os pais delas) podem entrar em pânico, o que agrava o problema.
Asma e covid-19
Uma pesquisa realizada este ano pela Universidade do Colorado, nos Estados Unidos, aponta que nos estudos mais recentes a prevalência de asma em pacientes com suspeita de covid-19 foi similar à da população sem a doença. De acordo com dados disponíveis até o momento não existe evidência de que os pacientes com asma têm um risco maior de infecção pelo SARS-Cov-2.
No entanto, outros estudos são necessários para avaliar a asma e outros fatores de risco para o novo coronavírus. Mas, por ser uma doença tão nova e com pouca evidência, é importante sempre estar alerta para as condições que poderiam levar à hospitalização desses pacientes, explica a SBPT.
CUIDADOS IMPORTANTES
Toda primeira terça-feira do mês de maio é marcada pelo Dia Mundial de Combate à Asma, que tem como objetivo informar a população sobre os riscos e os cuidados com a doença. Veja algumas das principais recomendações:
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Não fume. Numa família de asmáticos ninguém deve fumar. Evite o contato com fumaça e com fumantes;
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Todos os membros de uma família de asmáticos precisam ser orientados a respeito das características da doença e das crises. A informação correta ajuda a reduzir os mitos que cercam a doença e os doentes;
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Identifique os sintomas iniciais das crises e tome as medidas necessárias para que não se tornem graves;
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Submeta-se a testes de pele para identificar possíveis alergias a alguma substância específica;
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Fumaças, gases, cheiros de tinta, de produtos de limpeza ou de higiene pessoal e perfumes podem ser prejudiciais aos asmáticos. Fuja deles;
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Evite mudanças abruptas de temperatura;
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Exercite-se moderadamente todos os dias. Não cometa excessos. A asma não deve limitar a vida ou a atividade física de ninguém. Caminhar, nadar e pedalar são atividades muito saudáveis;
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Tome muito líquido. Recomenda-se ingerir de cinco a oito copos por dia. Isso ajuda a diluir a secreção brônquica e facilita a expectoração;
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Se tosse ou outros sintomas não o deixam dormir, eleve a cabeceira da cama com calços ou utilize travesseiros extras;
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Combata a azia, que predispõe as pessoas a crises de asma;
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Evite o pânico nos momentos de crise;
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Observe corretamente as orientações do seu médico. Mantenha-o informado sobre todo tratamento caseiro que eventualmente você adote;
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A asma não controlada pode causar sérias complicações. Consulte o médico na ocorrência de qualquer febre durante as crises, tosse persistente, respiração difícil, falta de ar e dor no peito.
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