Após quase quatro anos de sofrimento, dezenas de exames e tratamentos frustrados, a cadela Alice finalmente encontrou alívio e um tratamento eficaz graças à equipe da Clínica Meu Pet, que é gerenciada pelo Unisalesiano. A tutora Rafaela Pacheco, 34 anos, ao lado do esposo, Rodrigo Eslava, 30, celebra a evolução do quadro de saúde da fiel companheira do casal, que chegou à clínica com um histórico médico complexo e delicado.
Alice, da raça Pit bull, vai completar 5 anos em julho e convive com um problema grave e persistente: o acúmulo de líquido inflamatório na pleura, conhecido como efusão pleural. A condição começou a se manifestar após uma mudança da família de Araçatuba (SP) para Campinas, quando ela tinha pouco mais de um ano. Desde então, a tutora enfrentou uma verdadeira maratona por clínicas e hospitais veterinários, tentando entender e tratar a origem da doença.
“Ela já foi atendida por vários profissionais, passou por tomografias, seis cirurgias, teve insuficiência renal aguda, fez hemodiálise e mesmo assim continuava acumulando líquido, semanalmente” , relata Rafaela. Durante esse período, Alice chegou a drenar até um litro de líquido por semana e, embora alguns medicamentos tenham controlado parcialmente a condição, os efeitos colaterais e infecções complicavam ainda mais o quadro.
Clínica
A reviravolta na história começou em março deste ano, com a volta da família para Araçatuba. Rafaela buscava um novo espaço para dar continuidade às drenagens semanais e encontrou na Clínica Meu Pet, coordenada pela médica veterinária Tatiane Poló, acolhimento e excelência.
O caso foi prontamente atendido pela aprimoranda, Bárbara Cobo, que passou a acompanhar Alice com atenção especial, junto da preceptora, Jaqueline Azevedo, e da cardiologista, Fabiana Alvares. “A Alice é um exemplo de superação. Quando recebemos o caso, ela já havia passado por muitos procedimentos e estava muito debilitada. Hoje, a evolução que temos observado é extremamente satisfatória” , conta Tatiane.
A equipe da Meu Pet não apenas retomou o controle da efusão pleural, mas também identificou uma nova complicação: a discospondilite, uma infecção na coluna, diagnosticada por meio de raio-X feito durante a primeira drenagem na clínica. Exames complementares revelaram a presença de uma bactéria no sangue, e um novo protocolo de tratamento foi iniciado, com antibióticos, corticoides em dose controlada e o retorno do uso de itraconazol (antifúngico).
