Pé com Pé

Crianças entre 3 e 6 anos tem pé chato, saiba como tratar

Nestes casos, a maioria serão adultos saudáveis, sem queixas nos pés e levarão uma vida absolutamente normal.

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21/09/23 às 17h46
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O Pé Plano ou Pé Chato nada mais é do que o aplanamento do arco medial do pé em diferentes graus, caracterizado algumas vezes por outras alterações como: rotação externa (para fora) da parte dianteira do pé e/ou da perna, laterização (deslocamento para fora) do calcanhar visualizada quando se olha o pé por trás e achatamento da região interna do pé.

Entretanto, a definição exata, à partir da qual consideramos o arco medial do pé como chato ou plano, é arbitrária e inespecífica. Não encontramos na literatura um divisor de águas que claramente define o arco do pé aplainado. E isto se deve, em grande parte, às diferentes características populacionais estudadas (etnia, peso, pais, idade, sexo).

Embora esta patologia seja mais comumente encontrada em mulheres na 5ª e 6ª década de vida, ela pode ser vista também em outras idades, assim como em homens.
É importante lembrar que não apenas adultos apresentam esta condição.

A maioria das crianças entre 3-6 anos apresentam os pés planos que normalizarão, em 80% das vezes, ao longo do crescimento. Uma pequena parcela destas crianças manterá o arco do pé aplainado e serão portanto adultos com o pé chato. Nestes casos, a maioria serão adultos saudáveis, sem queixas nos pés e levarão uma vida absolutamente normal.

Portanto, podemos concluir que apenas uma pequena parcela de crianças com pé plano durante o desenvolvimento normal serão adultos com pé chato sintomático, ou seja, com dor e outras queixas, discutidas a seguir.

Causas do Pé Plano 
  A principal causa do Pé Chato é a disfunção/lesão do Tendão Tibial Posterior. Este tendão é um dos mais importantes da perna. Ele “nasce” na panturrilha, correndo ao longo da região interna do tornozelo e se insere na borda medial do arco do pé (foto). Analogamente ao cabo que suporta uma ponte, ele serve de suspensão do arco medial do pé. Desta forma, a lesão, desgaste ou ruptura neste tendão ocasionam o abaixamento progressivo e o colapso final desta estrutura.

Como dito, mulheres acima dos 40 anos estão mais propensas a desenvolverem este problema, mas outros fatores de risco são: diabetes, idade avançada, obesidade, raça negra e hipertensão. Ter o pé plano deste a infância também aumenta o risco de lesão no tendão Tibial Posterior. Esportes de alto impacto como basquete, saltos e corrida também predispõem a microtraumas de repetição e pequenas rupturas no tendão pelo uso repetitivo.

Artrites inflamatórias, como as doenças reumatológicas, são outras causas de Pé Chato. Estas artrites não apenas causam desgaste na cartilagem das articulações, levando a dor pela artrose, mas também alteram os ligamentos que ajudam a sustentar o arco do pé. Assim, estes ligamentos ficam “frouxos” e como menor elasticidade, favorecendo ao colapso progressivo.
Lesões ligamentares agudas e fraturas são outras causas menos frequentes.

Estes são os casos de acidentes ou entorses do pé e tornozelo. Por exemplo, se algum ligamento ou osso, essenciais para o bom alinhamento e suporte do pé, for lesado e não tratado adequadamente, o pé podem ir aplainando aos poucos. A dor normalmente acompanha estes quadros, com melhoras e pioras, o que faz com que alguns pacientes procurem ajuda apenas quando notam que o pé está diferente, frouxo ou caído.

Sintomas do Pé Plano 
Inicialmente, ocorre a dor ao longo do curso do tendão Tibial Posterior (região interna do tornozelo e pé), acompanhada de edema, inchaço e aumento de sensibilidade nestas regiões.
Desconforto para atividades que exigem muito tempo na posição de pé, como corrida ou simples caminhada.

Perda de força para ficar na ponta dos pés e fadiga na região do tornozelo e mediopé (peito do pé e região interna).
Dor na região externa embaixo da fíbula (parte de fora do tornozelo). Com o deslocamento do calcanhar, há um aumento de pressão nesta região, levando à dor e ao impacto entre os ossos.
Pacientes com artrite podem ter a formação de esporão, “bicos de papagaio” e desconfiguração no formato dos ossos.

Esta formação além de dificultar o uso de calçados finos, pode “beliscar” nervos e tendões, gerando inclusive formigamento e perda de sensibilidade nos pés.
Pacientes com diabetes podem ter o pé plano por degeneração no tendão Tibial Posterior. É comum estes pacientes não sentirem dor, apesar das alterações progressivas, uma vez que os nervos do pé também estão doentes e não conduzem os estímulos nocivos. Muitas vezes, o abaulamento na planta do pé só é notado quando há lesão de pele e úlceras. É imperativo o tratamento precoce nestes casos.

Como tratamos o Pé Plano ou Pé Chato?
Inicialmente o tratamento é feito com o uso de antiinflamatórios e fisioterapia. Exercícios de fortalecimento dos tendões flexores, incluíndo otendão Tibial Posterior, auxiliam a aliviar os sintomas na fase I. Algum tipo de suporte do arco do pé pode ser usado, como “braces” e palmilhas de apoio. Mulheres que tem o hábito de utilizar rasteiras e sapatilhas devem evitá-las. Controle do diabetes e do peso corporal, parar de fumar, entre outros cuidados, são essenciais para o tratamento da doença.

É importante lembrar que crianças com o pé chato podem ser tratadas com palmilhas especiais em caso de dor e/ou cansaço no pé. Mas este tratamento não deve ser utilizado com a expectativa de mudar o formato dos pés. Não há evidências científicas fortes que mostram que palmilhas alteram o arco ou a pisada dos pés de forma definitiva. No entanto, a maioria das crianças com Pé Plano evoluem bem com o tratamento conservador.

Se a patologia progredir e houver desabamento do arco do pé, com deformidades presentes (fase II), o tratamento conservador passa a ser paliativo e apenas sintomático, uma vez que estas alterações não são reversíveis sem cirurgia.

Nos casos em que indicamos cirurgia na fase II, optamos pelos procedimentos conhecidos como osteotomia, ou seja, correções através de cortes ósseos a fim de mudar a forma e a relação entre os ossos; e transferências tendíneas, que são mudanças na direção dos tendões para auxiliar um outro que esteja fraco ou doente. Estes procedimentos são mais efetivos quando o pé ainda é flexível 

Na fase III, quando o pé já esta rígido, e as deformidades não são corrigíveis nem manualmente nem com osteotomias, optamos pelas cirurgias de artrodese (fusão da junta corrigindo a deformidade no posicionamento desta fusão óssea).
Estas artrodeses podem ser isoladas em determinada articulação, ou podem ser combinadas com outras (técnica mais agressiva), ou mesmo combinada com alguma osteotomia/transferência tendínea específica (técnica híbrida e menos agressiva).

Hoje em dia, com o diagnóstico precoce e o acesso à informação pelo paciente, é possível evitar a progressão desenfreada desta doença, com tratamentos menos invasivos e com menor morbidade.

(Fonte: Dr. Lucas Fonseca - Ortopedia e Traumatologia)

Em março de 1986, em uma casinha de fundos, nasceu uma indústria de calçados femininos. Apesar das dificuldades, os donos Wagner e Piaca sempre mantiveram determinação no sonho de empreender. Em 1990, houve um volume expressivo nas vendas e eles optaram por investir no mercado de calçados infantis e foi assim que nasceu a Pé com Pé. O crescimento foi marcado por muitos investimentos em tecnologia, qualidade e no desenvolvimento de fortes ações de comunicação e marketing em diversos canais de mídia e feiras calçadistas em todo o Brasil e no exterior. Atualmente, a estrutura tem mais de 10 mil m², empregando mais de 500 colaboradores e produzindo até 7 mil pares de calçados por dia. Além da estrutura produtiva, há uma equipe comercial altamente eficiente, com 30 parceiros e 50 escritórios. Desta maneira, a cada ano a Pé com Pé prossegue atingindo o seu maior objetivo: manter vivo o encanto de ser criança.

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