A presença feminina na engenharia tem crescido ao longo dos anos, trazendo mais diversidade, inovação e novos olhares para um setor historicamente ocupado majoritariamente por homens. Neste 23 de junho, data em que é celebrado o Dia Internacional da Mulher na Engenharia, profissionais da área reforçam a importância da valorização feminina e do incentivo às novas gerações.
Com uma trajetória de mais de 40 anos na profissão, a engenheira Gisele Sartori Bracale ocupa um lugar de destaque nessa história. Atual 1ª Diretora Financeira da AEAN (Associação dos Engenheiros e Arquitetos da Alta Noroeste), ela foi a primeira e única mulher a presidir a entidade, marco que simboliza avanço, representatividade e fortalecimento da presença feminina em espaços de liderança.
Segundo Gisele, apesar das conquistas obtidas nos últimos anos, ainda existem desafios importantes a serem superados dentro do setor. “Mesmo com os avanços, as mulheres na engenharia ainda enfrentam desafios como a necessidade de provar mais sua competência, menor acesso a cargos de liderança e ambientes de trabalho pouco inclusivos. Além disso, a conciliação entre carreira e vida pessoal pode ser mais difícil, e ainda há poucas referências femininas em posições de destaque” , afirma.
Ela destaca ainda que a construção de um ambiente mais igualitário depende da ampliação de oportunidades e do fortalecimento da presença feminina em cargos estratégicos.
Diversidade, novas perspectivas e inspiração para futuras engenheiras
A atuação das mulheres também tem contribuído diretamente para transformar a engenharia, trazendo diferentes perspectivas para o desenvolvimento de projetos, soluções e inovação.
“A atuação das mulheres tem tornado a engenharia mais diversa, inovadora e eficiente. Diferentes perspectivas ampliam a criatividade, melhoram a solução de problemas e trazem maior atenção aos impactos sociais e ambientais, contribuindo para um setor mais completo e sustentável”, ressalta Gisele.
Para a engenheira, incentivar a participação feminina significa fortalecer não apenas o mercado de trabalho, mas também o desenvolvimento humano e social da profissão. “A engenharia precisa de você, do seu olhar, da sua curiosidade e da sua forma de resolver problemas. Não espere se sentir totalmente pronta para começar; o caminho se constrói na prática, com aprendizado e persistência. Busque sempre conhecimento, mantenha a curiosidade ativa e não se intimide com os desafios. Eles fazem parte da jornada, mas não definem o seu lugar” , finaliza.
A AEAN (Associação dos Engenheiros e Arquitetos da Alta Noroeste) e o Crea-SP (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo) celebram o Dia Internacional da Mulher na Engenharia, comemorado em 23 de junho, reforçando a importância da valorização feminina, da igualdade de oportunidades e da construção de ambientes cada vez mais inclusivos dentro da engenharia.
