A Diabetes Mellitus é uma doença crônica não transmissível que afeta milhões de brasileiros, exigindo atenção especial com a saúde bucal. Segundo dados do Atlas do IDF (Diabetes da Federação Internacional de Diabetes), o Brasil ocupa o 5º lugar no ranking mundial de incidência da doença. Até 2040, estima-se que 640 milhões de adultos em todo o mundo tenham diabetes. Diante desse cenário, o Brazil Imagem 3D, de Araçatuba, especializado em exames odontológicos por imagem, preparou um conteúdo com base em informações do CROSP (Conselho Regional de Odontologia de São Paulo) para alertar sobre a relação entre diabetes e saúde bucal.
Diabetes e seus impactos
A diabetes ocorre quando o corpo não produz insulina suficiente – hormônio responsável pela regulação da glicose no sangue – ou quando há resistência à ação da insulina. Esse desequilíbrio resulta no aumento dos níveis de glicose, o que prejudica processos como cicatrização e imunidade. Ela pode causar complicações graves, como doença renal crônica, perda de visão e até amputações de membros.
De acordo com a Dra. Juliana Franco, presidente da câmara técnica de OPNE (Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais) do CROSP, existem dois tipos principais de diabetes: o tipo 1, diagnosticado na infância e caracterizado pela falta de produção de insulina, e o tipo 2, mais comum em adultos, que envolve resistência à insulina. No Brasil, 10% da população adulta convive com a doença, sendo a maioria mulheres.
O papel do cirurgião-dentista no diagnóstico e tratamento
A especialista destaca a importância do cirurgião-dentista na identificação de possíveis casos de diabetes. “O profissional pode aferir a glicemia do paciente durante a consulta, suspeitar de diabetes e encaminhá-lo a um médico para diagnóstico definitivo e início do tratamento” , explica. Sintomas como dormência nos lábios, língua e face também podem indicar a doença. Estima-se que 32% dos brasileiros desconhecem que têm diabetes.
O tratamento da diabetes envolve a normalização dos níveis de glicose, com mudanças no estilo de vida, uso de insulina ou medicamentos orais. No entanto, a saúde bucal desempenha um papel crucial nesse processo. Pacientes com infecções ou inflamações bucais podem ter dificuldade para controlar a glicemia, mesmo seguindo o tratamento médico corretamente.
A orifissional ressalta que focos de infecção ou inflamação na boca podem modular doenças sistêmicas e impactar negativamente o controle glicêmico. “Pacientes com múltiplos focos de infecção bucal podem apresentar dificuldades no controle da doença, mesmo com dieta, exercícios e medicamentos” , afirma. O tratamento odontológico é essencial para melhorar a condição periodontal, remover infecções e contribuir para a estabilização do quadro glicêmico.
Além disso, a diabetes descompensada aumenta o risco de doenças bucais, como periodontite, cáries, hipossalivação e infecções oportunistas. Esse cenário cria um ciclo vicioso: a doença bucal descompensa o diabetes, que, por sua vez, agrava os problemas bucais.
Pacientes com doenças crônicas, como o diabetes, devem ter seus sinais vitais aferidos antes de qualquer procedimento odontológico. Mesmo em casos de diabetes descompensado, o tratamento odontológico é fundamental, pois auxilia na estabilização da doença.
Consultas regulares com o cirurgião-dentista são essenciais para manter a saúde bucal e melhorar a condição sistêmica do paciente. “A Odontologia tem um papel importante no diagnóstico precoce do diabetes e no tratamento odontológico, ajudando a modificar a doença e reduzir suas sequelas” , conclui a especialista.
