O Unisalesiano vem cumprindo com louvor seu papel de disseminação do conhecimento científico. No caso do curso de medicina, que vai formar sua primeira turma neste ano de 2023, por exemplo, a produção já é maior do que em universidades mais antigas.
Um dos exemplos é a publicação do título “Manifestações reumatológicas na Síndrome Pós-Covid-19”, na revista eletrônica Acervo Saúde, no último dia 10. A revista possui Qualis B1.
De autoria dos acadêmicos do 11º termo de Medicina, Gabriel Monteiro Benites e Tony Maronesi Bagio – com supervisão do docente e médico reumatologista, Prof. Dr. José Marques Filho, a pesquisa publicada teve por objetivo realizar uma revisão bibliográfica sobre o surgimento de doenças reumatológicas em pacientes diagnosticados com Síndrome Pós-Covid-19.
Segundo o acadêmico Gabriel, a literatura atual evidencia que há pacientes com a Síndrome Pós-Covid-19 desenvolvendo doenças reumáticas sem apresentarem nenhum histórico pessoal ou familiar. Dentre os estudos encontrados, a artrite reativa foi a doença reumáticas mais prevalente, sendo seguido pelo Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES).
Literatura médica
“Durante mais de seis meses, aglomeramos vários artigos relacionados na literatura médica mundial, fizemos filtragem e direcionamos para nossa ideia central, que é uma explicação mais correta sobre o assunto, a fim de fornecer uma referência a ser seguida por cientistas e pesquisadores da área da reumatologia”, disse.
Por sua vez, o acadêmico Tony salientou que o estudo apresentou contribuições científicas, pois evidenciou uma forte relação entre a Síndrome Pós-Covid-19 e doenças reumatológicas, mostrando que todos os profissionais da saúde, não só os reumatologistas, precisam estar preparados para enfrentá-las durante o combate à pandemia.
“No âmbito educacional, serviu de incentivo para realização de novos trabalhos relacionados à Síndrome Pós-Covid-19, já que ela é uma condição recente que merece atenção especial e exige cada vez mais estudos para seu total conhecimento, não só na reumatologia, mas sim em todas as áreas da Saúde”, completou.
