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Inca estima 180 mil novos casos de câncer de pele não melanoma em três anos no País

No mês de conscientização contra o câncer de pele, oncologista alerta para a importância dos cuidados desde a infância

Santa Casa Saúde*
22/12/20 às 20h25
Exposição excessiva ao sol e histórico familiar podem ser agravantes no diagnóstico de câncer de pele (Foto: banco de imagens)

Dezembro é o mês de conscientização contra o câncer de pele, doença que representa cerca de 33% de todos os diagnósticos de tumores malignos registrados no Brasil.

O Inca (Instituto Nacional do Câncer) estima para o triênio 2020-2022 o registro de cerca de 83.770 novos casos de câncer de pele não melanoma em homens, e de 93.160 em mulheres, segundo levantamento divulgado pelo órgão.

As tipificações de câncer de pele correspondem a três diferentes nomenclaturas, sendo elas: 

  • Carcinoma basocelular: pode surgir como manchas de coloração rosa na pele, sendo mais comum em pessoas de pele clara, geralmente após os 40 anos, devido à exposição solar.

  • Carcinoma espinocelular: com maior incidência em homens, a mancha possui a textura de um nó. Uma casca cresce no local, de acordo com a evolução da doença.

  • Melanoma maligno: começa com uma mancha escura que vai se deformando ao longo de tempo. Se não for identificado precocemente, é possível que atinja outros órgãos. 

Porém, mesmo considerados câncer, dentre os três tipos existem duas categorias: 

  • Melanoma: inclui apenas o melanoma maligno, sendo o mais perigoso e com menos chances de cura, principalmente em fase avançada. 

  • Não-melanoma: incluem os outros dois tipos, carcinoma basocelular e espinocelular. Geralmente benignos, o tratamento apresenta grandes chances de cura.

Mas você sabia que é possível prevenir a doença com cuidados básicos no dia a dia?  Conheça agora quais são as medidas necessárias para estar em dia com a saúde da pele.

De acordo com Ramon Andrade de Mello, oncologista e professor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), as causas dos tumores são variadas.

No entanto, segundo a Sociedade Americana de Câncer, o principal fator para o câncer não melanoma é a exposição prolongada ao sol, principalmente na infância e adolescência.

A doença também se torna um possível agravante em pacientes que possuem:

  • Pele e olhos claros, com cabelos ruivos ou loiros, ou albinos; 
  • Histórico familiar de câncer de pele;
  • Sistema imune debilitado;
  • Exposição à radiação artificial.

Dessa forma, o médico recomenda atenção redobrada para dois importantes sintomas: manchas de pele que coçam, ardem, descamam ou sangram; e feridas de difícil cicatrização em até quatro semanas.

Diagnóstico e tratamento

O médico dermatologista é o profissional mais indicado para efetuar o diagnóstico, explica o oncologista.

Ele conta que, em algumas situações, é necessário que o especialista utilize a dermatoscopia, exame feito com o uso de um aparelho que permite visualizar algumas camadas da pele não vistas a olho nu. Porém, alguns casos exigem um exame invasivo, que é a biópsia.

Após o diagnóstico, o profissional orienta o paciente de acordo com o quadro clínico. Geralmente a cirurgia alinhada à radioterapia é o tratamento mais indicado, relata Ramon.

Prevenção

Segundo dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia, mais de 60% dos brasileiros não usam nenhum tipo de proteção no cotidiano.

Por isso, Mello afirma que a prevenção ao câncer de pele não melanoma deve começar desde a infância, principalmente com o uso de protetor solar diariamente.

Dentre os cuidados básicos estão:

  • Evitar exposição prolongada ao sol entre 10h e 16h;
  • Procurar lugares com sombra;
  • Usar proteção adequada, como roupas, bonés ou chapéus de abas largas, óculos escuros com proteção UV, sombrinhas e barracas; 
  • Aplicar na pele, antes de se expor ao sol, protetor solar com fator de proteção 15, no mínimo;
  • Usar filtro solar próprio para os lábios.
(Foto: Santa Casa Saúde/Divulgação)

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