Dezembro é o mês de conscientização contra o câncer de pele, doença que representa cerca de 33% de todos os diagnósticos de tumores malignos registrados no Brasil.
O Inca (Instituto Nacional do Câncer) estima para o triênio 2020-2022 o registro de cerca de 83.770 novos casos de câncer de pele não melanoma em homens, e de 93.160 em mulheres, segundo levantamento divulgado pelo órgão.
As tipificações de câncer de pele correspondem a três diferentes nomenclaturas, sendo elas:
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Carcinoma basocelular:
pode surgir como manchas de coloração rosa na pele, sendo mais comum em pessoas de pele clara, geralmente após os 40 anos, devido à exposição solar.
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Carcinoma espinocelular:
com maior incidência em homens, a mancha possui a textura de um nó. Uma casca cresce no local, de acordo com a evolução da doença.
- Melanoma maligno: começa com uma mancha escura que vai se deformando ao longo de tempo. Se não for identificado precocemente, é possível que atinja outros órgãos.
Porém, mesmo considerados câncer, dentre os três tipos existem duas categorias:
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Melanoma:
inclui apenas o melanoma maligno, sendo o mais perigoso e com menos chances de cura, principalmente em fase avançada.
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Não-melanoma:
incluem os outros dois tipos, carcinoma basocelular e espinocelular. Geralmente benignos, o tratamento apresenta grandes chances de cura.
Mas você sabia que é possível prevenir a doença com cuidados básicos no dia a dia? Conheça agora quais são as medidas necessárias para estar em dia com a saúde da pele.
De acordo com Ramon Andrade de Mello, oncologista e professor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), as causas dos tumores são variadas.
No entanto, segundo a Sociedade Americana de Câncer, o principal fator para o câncer não melanoma é a exposição prolongada ao sol, principalmente na infância e adolescência.
A doença também se torna um possível agravante em pacientes que possuem:
- Pele e olhos claros, com cabelos ruivos ou loiros, ou albinos;
- Histórico familiar de câncer de pele;
- Sistema imune debilitado;
- Exposição à radiação artificial.
Dessa forma, o médico recomenda atenção redobrada para dois importantes sintomas: manchas de pele que coçam, ardem, descamam ou sangram; e feridas de difícil cicatrização em até quatro semanas.
Diagnóstico e tratamento
O médico dermatologista é o profissional mais indicado para efetuar o diagnóstico, explica o oncologista.
Ele conta que, em algumas situações, é necessário que o especialista utilize a dermatoscopia, exame feito com o uso de um aparelho que permite visualizar algumas camadas da pele não vistas a olho nu. Porém, alguns casos exigem um exame invasivo, que é a biópsia.
Após o diagnóstico, o profissional orienta o paciente de acordo com o quadro clínico. Geralmente a cirurgia alinhada à radioterapia é o tratamento mais indicado, relata Ramon.
Prevenção
Segundo dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia, mais de 60% dos brasileiros não usam nenhum tipo de proteção no cotidiano.
Por isso, Mello afirma que a prevenção ao câncer de pele não melanoma deve começar desde a infância, principalmente com o uso de protetor solar diariamente.
Dentre os cuidados básicos estão:
- Evitar exposição prolongada ao sol entre 10h e 16h;
- Procurar lugares com sombra;
- Usar proteção adequada, como roupas, bonés ou chapéus de abas largas, óculos escuros com proteção UV, sombrinhas e barracas;
- Aplicar na pele, antes de se expor ao sol, protetor solar com fator de proteção 15, no mínimo;
- Usar filtro solar próprio para os lábios.
