O avanço da inteligência artificial em atividades cada vez mais complexas também provoca questionamentos no campo do Direito: até que ponto uma tecnologia baseada em dados e padrões pode atuar em conflitos que envolvem emoções, vínculos afetivos e relações humanas? Essa é a discussão proposta pelo professor José Ricardo Suter, coordenador do curso de Direito do UniToledo Wyden, no livro Entre Algoritmos e Afetos: Os limites da inteligência artificial na mediação de conflitos familiares.
Publicada pela Editora Thoth, a obra examina as possibilidades e os limites da utilização da inteligência artificial na mediação familiar. A discussão ganha relevância diante da presença crescente de ferramentas tecnológicas no sistema de justiça, especialmente em atividades de pesquisa, análise de informações e apoio à atuação dos profissionais do Direito.
No livro, Suter destaca que os conflitos familiares não se resumem a questões jurídicas ou patrimoniais. Envolvem histórias pessoais, sentimentos, vulnerabilidades, expectativas e relações afetivas que exigem atenção às particularidades de cada situação. Por essa razão, a mediação não pode ser reduzida à aplicação de padrões ou à produção de respostas automatizadas.
A publicação também discute questões relacionadas à autonomia das partes, à dignidade humana e à responsabilidade na utilização de novas tecnologias. Para o autor, a inteligência artificial pode contribuir para a atuação dos profissionais, mas não deve substituir o mediador nem comprometer a dimensão humana do procedimento.
“A inteligência artificial pode auxiliar o trabalho do mediador, mas não substitui a escuta, a sensibilidade e a compreensão das relações humanas. Na mediação familiar, não basta encontrar uma resposta tecnicamente adequada; é preciso compreender as pessoas envolvidas no conflito”, destaca Suter.
Doutor e mestre em Direito Negocial pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), advogado, mediador judicial e professor universitário, José Ricardo Suter desenvolve pesquisas nas áreas de acesso à justiça, Direito das Famílias, mediação e inteligência artificial. A obra é destinada a advogados, magistrados, mediadores, pesquisadores, professores, estudantes e demais interessados nas transformações tecnológicas do sistema de justiça.
O lançamento do livro ocorreu em 1º de outubro, no UniToledo Wyden, em Araçatuba, durante a programação acadêmica do SEPESQI 2026.2.
Entre Algoritmos e Afetos está disponível para aquisição pela Editora Thoth.
Para adquirir um exemplar: https://editorathoth.com.br/produto/entre-algoritmos-e-afetos-os-limites-da-inteligencia-artificial-na-mediacao-de-conflitos-familiares/1959
