Entre os médicos formados recentemente pelo Unisalesiano que levaram esse aprendizado para a vida profissional, estão: Carla Vanti Cabral, Isabella Rigazzo e Rafael de Oliveira Leite da Silva, integrantes da turma que concluiu a graduação em dezembro de 2025.
Para Carla, o treinamento proporciona ao profissional maior segurança para reconhecer uma parada cardiorrespiratória e seguir uma sequência de atendimento previamente estabelecida.
“Em uma situação de parada cardiorrespiratória, cada segundo é importante, e o treinamento permite que a equipe reconheça rapidamente a situação e siga uma sequência de atendimento já estabelecida, com funções bem definidas”
, afirma.
Segundo a médica, o trabalho em equipe é outro aspecto fundamental desenvolvido durante a preparação.
“Isso nos ajuda a atuar de forma rápida, organizada e integrada. Mais do que uma conduta individual, o treinamento e o trabalho em equipe permitem uma resposta coordenada diante de uma situação crítica”
, destaca.
Preparo
A formação recebida durante a graduação também é apontada pelos egressos como fundamental para a atuação profissional. Segundo Carla, o incentivo à capacitação esteve presente durante o curso.
“A formação que recebemos no Curso de Medicina do Unisalesiano foi fundamental. A faculdade sempre nos incentivou a buscar capacitações e, especialmente, nos motivou a realizar o ACLS, que é extremamente importante para nossa atuação profissional”
, diz.
A médica Isabella Rigazzo também destaca a experiência vivenciada ao longo da graduação, especialmente durante o estágio de Emergência realizado na Santa Casa de Araçatuba, no sexto ano do curso.
“Mais do que o conhecimento teórico, tivemos contato direto com a prática, acompanhando de perto situações reais de parada cardiorrespiratória. Essa vivência nos proporcionou segurança, agilidade e preparo para agir diante de um cenário crítico”
, afirma.
Isabella ressaltou ainda a contribuição do professor Silvio Bianco durante o estágio.
“Tivemos a oportunidade de aprender com um grande professor, que nos transmitiu ensinamentos valiosos e nos preparou para situações de emergência. Sem dúvida, toda essa vivência durante a graduação foi determinante para que pudéssemos levar os conhecimentos adquiridos para a prática profissional”
, comenta.
O médico Rafael de Oliveira Leite da Silva reforça que a combinação entre teoria, prática e capacitação específica faz diferença no atendimento às emergências.
“O ACLS dá uma base sólida para as condutas em uma parada cardiorrespiratória e em emergências cardiológicas. As atividades teórico-práticas e os estágios na Santa Casa de Araçatuba também foram essenciais para a nossa formação e nos deixaram preparados para enfrentar situações críticas”
, explica.
Para Rafael, esse tipo de treinamento é importante independentemente da especialidade que o futuro médico pretenda seguir.
“É extremamente importante, pois as emergências fazem parte da atuação médica, independentemente da carreira que o profissional escolha”
, afirma.
Vida real
Para o coordenador do Curso de Medicina do Unisalesiano, Dr. Antônio Henrique Poletto, aproximar o acadêmico das situações que poderá encontrar na vida profissional é um dos principais objetivos desse tipo de capacitação.
“O ACLS é um curso com uma simulação estruturada que alia a conduta clínica aos mecanismos necessários para que o acadêmico aprenda a tomar decisões rapidamente. Em uma parada cardiorrespiratória, tudo precisa ser muito rápido. O treinamento prepara o aluno de maneira teórica e prática para agir”
, explica.
Reconhecido internacionalmente, o ACLS prepara os participantes para o atendimento de emergências cardiovasculares, trabalhando desde o reconhecimento do quadro até a aplicação dos protocolos adequados, sempre com ênfase na atuação integrada da equipe.
“O ACLS desenvolve uma habilidade essencial para o médico que vai dar um plantão. Quando ele se depara com uma situação crítica, precisa reconhecer o que está acontecendo, saber o que fazer e agir rapidamente. Por isso, queremos que nossos acadêmicos tenham esse preparo antes mesmo de concluírem a graduação”
, ressalta Poletto.
O incentivo ao ACLS faz parte da formação dos acadêmicos de Medicina do Unisalesiano desde a primeira turma. Segundo Poletto, os estudantes do sexto ano são estimulados a realizar a capacitação e, atualmente, a adesão supera 95%.
“Isso é um compromisso da Instituição. Queremos que o aluno saia daqui preparado também para situações críticas que poderá encontrar na prática profissional”
, afirma.
Para o Pró-Reitor de Ensino, Pesquisa e Pós-Graduação do Unisalesiano, Prof. Dr. André Luis Ornellas, esse investimento está diretamente relacionado à proposta de oferecer uma formação que una conhecimento científico, experiência prática e responsabilidade profissional.
“
Na Medicina, a excelência da formação passa necessariamente pela capacidade de transformar conhecimento em uma atuação segura, responsável e tecnicamente preparada. Quando incentivamos nossos acadêmicos a participarem de capacitações como o ACLS e proporcionamos experiências práticas ao longo da graduação, estamos preparando profissionais para tomar decisões diante dos desafios reais da profissão
”, destaca.
Segundo Ornellas, mais do que preparar o estudante para concluir a graduação, o compromisso institucional é formar médicos capazes de responder às diferentes situações que encontrarão ao longo da carreira.
“Nosso compromisso é com uma formação integral. Queremos que o egresso leve consigo conhecimento, competência técnica, segurança para agir e, sobretudo, a consciência da responsabilidade que acompanha o exercício da Medicina. Investir nessa preparação é investir na qualidade da assistência que esses profissionais prestarão à sociedade”
, conclui.