“A doçura de vocês transformou o momento, que poderia ser mais tenso, em paz, amizade, amorosidade. O cansaço era visível em vocês, mas o amor pela causa também”. O depoimento da fisioterapeuta Cristiane Moro, voluntária do Abrigo de Idosos de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, mostra que a atuação da Missão Humanitária Unisalesiano: “Saúde não espera!”, já fez a diferença na vida de muita gente que precisa de ajuda, a maioria, vítima das enchentes que assolaram o estado gaúcho.
Depois de 28 horas de viagem, o grupo chegou na Faculdade Dom Bosco, uma casa salesiana assim como o Unisalesiano, por volta das 14h30 do sábado (18). Após serem recebidos pelo Inspetor Salesiano do Sul do Brasil, Pe. Ademir Ricardo Cwendrych, SDB, e pelo Diretor Executivo da Faculdade Dom Bosco, Prof. Dr. Edson Avila, onde ficarão instalados até o dia 1º de junho, os voluntários seguiram para visita in loco em abrigos da cidade.
O acolhimento e a inserção dos voluntários nas atividades nos abrigos contribuíram de maneira eficaz. “Estando junto com o grupo do Unisalesiano, alinhando os cuidados para as pessoas idosas, vi a abordagem doce, presente e humana” , destacou Cristiane.
Desafios
Dr. Lucas Caroli Cruz, um dos médicos que acompanha a missão, relatou os desafios e a organização necessária para atender os diferentes níveis de complexidade dos pacientes nos abrigos. “Estamos estruturando a enfermaria, que tem tanto pacientes de enfermaria quanto moradores. A complexidade varia, e estamos organizando os cuidados de acordo com as necessidades. Os alunos estão muito atuantes, ajudando a estruturar o atendimento. A presença deles aqui é fundamental e faz toda a diferença” , salientou.
O Pró-Reitor de Ensino, Pesquisa e Pós-Graduação do Unisalesiano, Prof. André Ornellas, destacou a importância da presença dos voluntários na região. “O sorriso dos alunos ao ver a alegria das pessoas que estão ajudando é impagável. Eles chegaram no sábado e foram imediatamente conhecer os abrigos onde iriam trabalhar. A presença deles é de grande importância, especialmente agora que os profissionais de saúde locais estão voltando aos seus postos de trabalho. Nossa presença é cada vez mais necessária. Eles estão sendo solicitados para atender idosos, crianças, jovens e na administração de medicações”.
Exemplo
Além da assistência médica, a missão humanitária tem sido um exemplo de solidariedade e inspiração para todos. “Esse trabalho é um exemplo para todos, mostrando que é possível fazer o bem e que devemos nos importar com o próximo. Dom Bosco dizia que ‘Deus nos colocou no mundo para os outros’. Os voluntários estão colocando isso em prática e inspirando mais pessoas a fazerem o mesmo” completou Ornellas.
Katia Eichenberg, enfermeira e gerontóloga, que trabalha como voluntária no Abrigo de Idosos, expressou sua gratidão: “Tive o prazer imenso de trabalhar no abrigo 60+ com essa turma maravilhosa. São excelentes profissionais, humanos e comprometidos. Parabéns a todos e muitíssimo obrigado pelo auxílio carinhoso ao Sul”.
Esperança
Além de contribuir com o fornecimento de cuidados médicos vitais, o grupo leva esperança e humanidade às vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul. “A dedicação dos voluntários e a recepção calorosa que receberam evidenciam a importância e o impacto positivo de seu trabalho” , completou Ornellas.
A Missão Humanitária Unisalesiano: “Saúde não espera!” é formada por médicos, enfermeiros, médico veterinário, psicóloga, acadêmicos do último ano de Enfermagem, e acadêmicos de Medicina que possuem títulos de Suporte Avançado de Vida em Cardiologia (ACLS – Advanced Cardiovascular Life Support).
A coordenação dos voluntários e dos trabalhos é de responsabilidade do médico, Dr. Ângelo Jacomossi, responsável pela unidade curricular IESC (Interação Ensino em Saúde na Comunidade) e docente do Curso de Medicina do Unisalesiano.
Antes de partir para a missão, Jacomossi disse que sua prioridade é evitar quaisquer ações ou comportamentos que possam colocar em risco a segurança dos profissionais e alunos envolvidos. “Ao mesmo tempo, nosso trabalho visa disponibilizar a expertise de todo o grupo para a rede de assistência local, integrando-nos à logística já estabelecida. Como a situação é instável e muito dinâmica, precisamos de muita versatilidade e espírito de equipe” , concluiu.
