Em tempos de pandemia de covid-19 e surgimento de novas doenças, é importante que a população esteja protegida e com os índices de saúde controlados.
Estudos desenvolvidos na Itália e no Reino Unido mostram que a vitamina D possui um papel fundamental no aumento da imunidade, principalmente no ataque aos agentes agressores, o que impede o avanço de bactérias no organismo.
Mas o que é a vitamina D e para que serve?
De acordo com o nutrólogo e oftalmologista Renato Leça, a vitamina D é um micronutriente que, entre outras funções no corpo,, atua no funcionamento do sistema imunológico, auxilia na absorção de cálcio e tem papel importante no equilíbrio do açúcar no sangue.
Ou seja, atua como um hormônio multifuncional, já que diversas células e tecidos possuem receptores para síntese da vitamina.
A deficiência dessa vitamina está comprovadamente ligada a uma série de doenças, como as doenças autoimunes, o diabetes e a osteoporose.
Estudos recentes sobre o sistema imunológico mostram que 77% da população brasileira têm vitamina D abaixo de 20ng/ml, considerado insuficiente.
“Ter os níveis adequados do micronutriente é importante para a manutenção da saúde. A dose ideal para cada paciente varia de acordo com seu perfil. É importante consultar um médico para entender sua necessidade”, explica o médico.
Idosos, gestantes, lactantes, pacientes bariátricos ou com raquitismo, doenças inflamatórias, doenças imunes e pacientes com doença renal crônica precisam ter um cuidado maior com os níveis de vitamina D no organismo.
Em mulheres grávidas, a deficiência de vitamina D pode aumentar o risco de parto prematuro e favorecer a pré-eclâmpsia.
Além disso, vários estudos já mostraram que pessoas que vivem em ambientes urbanos são mais carentes em vitamina D. Isso ocorre porque elas passam grandes períodos em locais fechados e não se expõem ao sol.
Tratamento
Para que haja uma formação adequada da vitamina D no organismo, segundo o médico, o paciente precisa ficar exposto ao sol, no mínimo, 15 minutos diários, de preferência entre 10h e 14h. Esse é o período em que existe a maior presença dos raios UV, responsáveis por ativar o metabolismo de formação da vitamina D a partir da pele.
Leça reitera que, nesse momento, os braços precisam estar descobertos. “Quanto maior a área de exposição do corpo à luz solar melhor - sem o uso de protetores solares, que atrapalham a ativação das vias metabólicas de formação da vitamina D”, diz o nutrólogo.
Também é possível absorver a vitamina de outras formas, por meio de alimentos, como peixes gordurosos, óleo de fígado de bacalhau e cogumelos secos, e por suplementação. Leite, ovos e fígado bovino também têm a vitamina, mas em menor quantidade.
Covid-19
Um estudo realizado na Itália por cientistas da Universidade de Turim mostra que os pacientes que foram infectados pela covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, apresentam baixos níveis de vitamina D.
Como a vitamina D tem ação imunomoduladora comprovada cientificamente, estar com os níveis adequados do micronutriente auxilia a manter resistência do organismo em dia.
Segundo Leça, vale salientar que, como ainda não temos anticorpos a esse vírus, a principal linha de ataque do organismo acontece pela imunidade inata, que é modulada pela vitamina D, daí sua grande importância para a defesa do organismo.
Exames
O nível de vitamina D no organismo é monitorado pelo exame de hidroxivitamina D, feito por meio da coleta de uma amostra de sangue.
O resultado mostra se a pessoa está obtendo vitamina D suficiente, ou não e se precisa tomar suplementos ou expor sua pele ao sol. As indicações, se forem necessárias, deverão ser feitas por médicos.
Serviço
O laboratório Triatox possui profissionais altamente capacitados e tecnologia de ponta para garantir resultados precisos em exames e o melhor atendimento a todos os pacientes. O atendimento está acontecendo normalmente e, em alguns casos, coletas em domicílio.
Rua Tiradentes, 359 – Araçatuba
Telefone: (18) 3623-4006
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