Mas por que a obesidade é um fator de risco para pacientes infectados pelo vírus?
De acordo com o endocrinologista Izio Carvalho de Souza, de Araçatuba (SP), o acúmulo de gordura abdominal visceral cria um ambiente com muitas modificações no sistema imunológico, com a ativação de vários genes que controlam o nosso sistema de defesa.
E essa modificação funciona como um processo inflamatório contínuo neste tecido adiposo, responsável por acumular gorduras especializadas, muito propício para a propagação do vírus. Além das doenças crônicas já existentes no organismo.
Quem é considerado obeso?
O médico explica que o critério mais aceito é o IMC (Índice de Massa Corporal), que corresponde à relação entre o peso e a altura. Sendo assim, a fórmula para o cálculo do IMC é: peso (em kg) dividido pela altura² (em metros).
Porém, a localização do acúmulo da gordura na região abdominal e no tronco também é levada em consideração no diagnóstico. A medição é feita com fita métrica, usando como base a unidade de medida de 94 IMC para homens e 80 IMC para mulheres.
Cuidados e Prevenção
Aos portadores de doenças crônicas, é importante evitar alimentos ultraprocessados, para prevenir a hipertensão, diabetes e obesidade, e também para atenuar casos já existentes.
A atividade física regular também é indicada. Em decorrência da quarentena, é preciso usar a criatividade para se exercitar, como subir escadas e realizar tarefas domésticas. O comportamento sedentário é sempre um fator de risco.
Outro ponto importante para se estar atento é manter as vacinas em dia, principalmente contra gripe e pneumonia, para evitar o surgimento de infecções secundárias. Além das demais recomendações, como o uso de máscaras, evitar aglomerações e higienizar frequentemente as mãos.
