Estudos científicos recentes indicam que os indivíduos com obesidade são mais vulneráveis às formas graves da covid-19, além de sofrerem mais frequentemente com a necessidade de ventilação mecânica e com uma maior mortalidade pela doença.
De acordo com a última Pesquisa Nacional de Saúde 2019 do IBGE (Instituto Brasileira de Geografia e Estatísticas), entre 2003 e 2019, a proporção de obesos na população com 20 anos ou mais que dobrou, passando de 12,2% para 26,8%. No período, a obesidade feminina passou de 14,5% para 30,2% e se manteve acima da masculina, que subiu de 9,6% para 22,8%.
Já a proporção de pessoas com excesso de peso na população com 20 anos ou mais de idade subiu de 43,3% para 61,7% nos mesmos 17 anos. Entre os homens, foi de 43,3% para 60% e, entre as mulheres, de 43,2% para 63,3%.
(Foto: Banco de imagens)
A obesidade é caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal no indivíduo. Para o diagnóstico em adultos, o parâmetro utilizado mais comumente é o do IMC (Índice de Massa Corporal).
O IMC é calculado dividindo-se o peso do paciente pela sua altura elevada ao quadrado. É o padrão utilizado pela OMS (Organização Mundial da Saúde), que identifica o peso normal quando o resultado do cálculo do IMC está entre 18,5 e 24,9. Para ser considerado obeso, o IMC deve estar acima de 30. Quanto maior o IMC, mais riscos ela traz para a saúde:
Obesidade Grau I
— o IMC está entre 30,0 e 34,9;
Obesidade Grau II
— o IMC está entre 35 e 39,9;
Obesidade Grau III ou mórbida
— o IMC está acima de 40,0.
São muitas as causas da obesidade. Em uma pessoa geneticamente predisposta, os maus hábitos alimentares e sedentarismo precipitarão o desenvolvimento da obesidade. Algumas disfunções endócrinas também podem levar ao desenvolvimento da obesidade. Por isso, na hora de pensar em perder peso, procure um especialista.
GRUPO DE RISCO PARA A COVID-19
A obesidade é fator de risco para uma série de doenças. O obeso tem mais propensão a desenvolver problemas como hipertensão, doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, entre outras. Portanto, pessoas consideradas obesas são classificadas como grupo de risco para o novo coronavírus.
Alguns dos motivos que podem explicar isso são as relações entre obesidade e:
-
disfunções respiratórias
, como menor capacidade de comportar ar nos pulmões. A pressão do abdômen (barriga) pode impedir que o pulmão se expanda adequadamente nos momentos de dificuldade para respirar;
-
maior frequência de
outras doenças
que aumentam o risco em obesos, como diabetes, problemas no coração e nos rins;
-
risco metabólico
pela associação com hipertensão, aumento da gordura no sangue (dislipidemia) e pré-diabetes.
Estudos publicados em periódicos como o
International Journal of Obesity
(Revista Internacional da Obesidade, em tradução livre), apontam que os indivíduos com obesidade apresentam uma atividade elevada de fatores que contribuem para maior inflamação. Isso acontece porque, numa tentativa de reagir contra o vírus, o organismo promove uma resposta exagerada, prejudicial a ele mesmo. Esse fenômeno é conhecido como
tempestade de citocinas
ou
hiper-inflamação
.
A perda de controle da inflamação é um dos mecanismos que provocam a forma grave da covid-19, e os obesos estão mais suscetíveis a este risco. Diante dessas evidências, o Ministério da Saúde, com o apoio do SUS (Sistema Único de Saúde) definiu a população obesa Grau III (IMC maior ou igual a 40) como parte do grupo de risco. No entanto, isso não significa que pessoas com IMC menores podem se descuidar.
Há também outro fator muito importante: o período de
pandemia
influenciou de forma negativa na alimentação e controle do peso das pessoas. Estamos nos movimentando menos e enfrentando uma situação excepcionalmente
estressante
, o que pode contribuir para o ganho de peso, segundo levantamento da SBEM (Associação Brasileira de Endocrinologia e Metabologia).
#FICADICA
Além do protocolo comum de segurança para evitar a contaminação da covid-19, é fundamental manter uma alimentação equilibrada e uma rotina de atividades físicas.
O tratamento inclui alimentação saudável com diminuição da ingestão de calorias e aumento da atividade física, podendo-se associar o uso de medicamentos. Em casos mais graves, pode ser indicado o tratamento cirúrgico.
Para enfrentar uma doença com tantos fatores, é fundamental que o paciente
procure um especialista
, que irá orientá-lo de acordo com o caso em particular.
SERVIÇO
O
Plano Santa Casa Saúde
possui uma equipe especializada e completa para te auxiliar a qualquer hora. Conheça nossos planos!
Santa Casa Saúde de Araçatuba
Endereço: Oscar Rodrigues Alves, 1.092 – Vila Mendonça.
Horário de funcionamento:
de segunda a sexta, das 7h30 às 18h.
Telefone:
(18) 3607-2720
E-mail:
scsaude@terra.com.br
Laboratório de Análises Clínicas Santa Casa Saúde Araçatuba
Endereço:
Rua Rio de Janeiro, 45, Vila Mendonça.
Atendimento:
de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h, e aos sábados, das 7h às 11h
Telefones:
(18) 3608-2731 ou 3621-4861 / WhatsApp: (18) 99138-5520
Ambulatório de Especialidades
Rua Mato Grosso, nº 500, na Vila Mendonça. Atendimento de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h.
Mais informações pelos telefones:
(18) 3608-1088 / 3608-1098
Pronto-Socorro Santa Casa Saúde de Araçatuba
Endereço:
Rua Tiradentes, s/n - anexo à Santa Casa de Misericórdia de Araçatuba
Horário de funcionamento:
24 horas, todos os dias da semana.
*Conteúdo de responsabilidade do anunciante.