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A história da Chapecoense: da Série D ao título da Sul-Americana

A impressionante jornada da Chapecoense, que saiu da Série D para levantar a taça da Sul-Americana, conquistou espaço dentro e fora dos gramados, em um enredo digno de um filme de sucesso.

Divulgação
25/09/25 às 07h08
(Agência Senado)

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A equipe foi fundada em 10 de maio de 1973, mas ganhou destaque nacional a partir de 2009. Infelizmente, não foram apenas os momentos dentro de campo que marcaram sua história, já que também protagonizou a maior tragédia do futebol brasileiro.

Chapecoense: da Série D à Sul-Americana em sete anos

A Chapecoense participou do Campeonato Brasileiro da Série D pela primeira vez em 2009 e marcou seu nome na história. Após liderar a fase de grupos, avançou no mata-mata eliminando seus adversários até chegar ao confronto decisivo contra o Araguaia. Venceu fora de casa por 2 a 1 e, apesar da derrota por 1 a 0 na Arena Condá, garantiu o acesso graças ao gol marcado como visitante.

O acesso à Série B veio depois de três temporadas na Série C. A equipe terminou a fase inicial em terceiro lugar no grupo e avançou ao mata-mata contra o Luverdense.

No duelo decisivo, construiu boa vantagem ao vencer por 3 a 0 em casa e, mesmo com a derrota por 1 a 0 fora de casa, assegurou a classificação.

Na primeira participação na Série B, a Chapecoense surpreendeu e alcançou o acesso à elite do futebol brasileiro. A equipe somou 72 pontos, ficando atrás apenas do campeão, Palmeiras.

Quem imaginava que o clube subiria apenas para cair logo em seguida se enganou. Logo na estreia na Série A, garantiu a permanência e, na temporada seguinte, conquistou vaga em competição internacional.

Sul-americana 2016: tragédia e título

A Chapecoense viveu uma campanha inesquecível na Copa Sul-Americana, eliminando adversários como Cuiabá, Independiente, Junior Barranquilla e San Lorenzo, até alcançar a final contra o Atlético Nacional.

A cidade estava em festa, já que o time alcançou um feito extraordinário, mas o desfecho da história foi trágico. Durante a viagem para Medellín, onde seria disputada a primeira partida da final, o voo LaMia 2933, que transportava a delegação da Chape, sofreu um acidente fatal. A tragédia resultou em 71 mortes, entre jogadores, dirigentes, membros da comissão técnica e jornalistas.

Seis pessoas sobreviveram: os atletas Alan Ruschel, Jakson Follmann e Neto; o jornalista Rafael Henzel; e os tripulantes Erwin Tumiri e Ximena Suárez.

O Atlético Nacional abriu mão do título, e a Conmebol declarou a Chapecoense campeã da competição, em episódio que entrou para a história como uma das maiores tragédias do esporte mundial.
Nos anos seguintes, o clube iniciou um processo de reconstrução, contando com a solidariedade de equipes brasileiras que cederam jogadores por empréstimo para ajudar esportivamente.

Mesmo conseguindo se manter na Série A em 2017 e 2018, o rebaixamento veio em 2019. A resposta veio com o retorno à elite em 2021, mas uma nova queda ocorreu na temporada seguinte. Desde então, a Chape permanece na Série B, carregando o sonho de reviver os seus dias de maior glória.

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