O motivo foi o
aumento do prazo máximo do empréstimo
, que muda a conta entre manter o contrato, portar para outro banco ou refinanciar.
Complementar a isso, uma pesquisa realizada pela datatudo mostrou que 55% dos beneficiários já contrataram ou refinanciaram o consignado com esse prazo maior.
Por aqui, você confere o que mudou, por que esse interesse cresceu e como avaliar se vale a pena trocar de contrato.
O que muda no consignado INSS com prazo de 108 parcelas
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ampliou esse prazo por meio da Instrução Normativa PRES/INSS nº 204, publicada em 4 de maio de 2026: o teto do consignado subiu de 96 para 108 meses, ou seja, de 8 para 9 anos.
A mudança integra o pacote da Medida Provisória (MP) nº 1.355/2026, batizado de Novo Desenrola Brasil, que trouxe um conjunto de regras para renegociação de dívidas e crédito consignado.
Na prática, um prazo maior tende a reduzir o valor da parcela mensal, já que a mesma dívida passa a ser dividida em mais meses.
Isso vale tanto para quem vai contratar um consignado novo quanto para quem já tem um contrato em aberto e passa a ter mais uma opção de prazo ao considerar portar ou refinanciar.
Ainda assim, boa parte dos beneficiários não sabia da mudança até pouco tempo atrás.
Segundo a pesquisa da datatudo, realizada em maio de 2026 no blog da meutudo, 40% dos entrevistados
não sabiam que o prazo máximo subiria para 108 parcelas
, enquanto 37% já tinham essa informação.
Por que um prazo maior desperta o interesse pela portabilidade?
Um prazo mais longo abre duas portas para quem já tem consignado ativo: parcela menor pelo mesmo saldo devedor, ou parcela parecida com a atual, mas com troco em mãos, resultado da diferença entre o valor do contrato antigo e o novo.
É esse cálculo que faz muitos beneficiários reavaliarem se o contrato que têm hoje ainda é o mais vantajoso.
De acordo com a mesma pesquisa, 25% dos beneficiários entrevistados apontam a possibilidade de troco como o principal benefício do prazo maior, enquanto 20% citam a redução da parcela.
Juntos, os dois motivos somam quase metade das respostas, o que ajuda a explicar por que a portabilidade voltou ao radar de quem já tem consignado.
Portabilidade ou refinanciamento: qual faz sentido para você
Apesar de às vezes serem tratadas como sinônimos, portabilidade e refinanciamento resolvem problemas diferentes.
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Portabilidade:
transferir o contrato de consignado de um banco para outro, normalmente em busca de uma taxa de juros menor ou de melhores condições de prazo. O saldo devedor permanece o mesmo, só muda a instituição responsável pelo desconto em folha ou no benefício.
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Refinanciamento:
renegociar o contrato existente, seja no banco atual ou em outro, alongando o prazo e liberando parte do valor como troco em dinheiro. Costuma ser a opção mais procurada por quem quer receber algum valor à vista, não só reduzir a parcela.
A portabilidade tende a fazer mais sentido quando o principal objetivo é pagar menos juros pelo mesmo saldo.
Já o refinanciamento entra em cena quando o beneficiário precisa de dinheiro no bolso e está disposto a estender o prazo de pagamento para isso.
Como escolher para onde levar seu consignado
Independentemente da opção escolhida, a decisão não deve se basear só no nome do banco ou na fama da instituição.
O que realmente muda o resultado final é o Custo Efetivo Total (CET), que reúne juros, tarifas e demais encargos da operação em um único percentual.
Além do CET, vale comparar o valor da parcela, o prazo total do novo contrato e, quando for o caso, o valor do troco oferecido.
Um prazo mais longo pode até liberar mais troco ou reduzir a parcela, mas também aumenta o tempo em que o beneficiário fica pagando a dívida.
Antes de decidir, compare as instituições lado a lado: este guia sobre o
melhor banco para portabilidade de consignado
, da meutudo, ajuda a avaliar taxas e condições de forma mais organizada.
Cuidados antes de trocar seu contrato de banco
Antes de assinar qualquer proposta de portabilidade ou refinanciamento, alguns cuidados evitam dor de cabeça mais à frente. Veja os principais a seguir:
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Confira o CET total, não só a parcela:
uma parcela menor pode esconder um prazo bem mais longo, o que aumenta o valor total pago ao final do contrato.
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Desconfie de contato por telefone:
ofertas recebidas por ligação, sem que o beneficiário tenha solicitado, estão entre os golpes mais comuns envolvendo consignado do INSS.
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Avalie se o alongamento do prazo compensa:
parcelas menores por mais tempo podem significar mais juros pagos no total, mesmo com o desconto mensal parecendo mais leve.
Com esses cuidados, dá para aproveitar o novo prazo de 108 meses sem trocar uma dificuldade financeira por outra mais à frente.