Moradores de diversos bairros de Andradina têm utilizado as redes sociais e grupos de mensagens para relatar a presença de pessoas desconhecidas que estariam passando de casa em casa utilizando diferentes justificativas para abordar os moradores, sem apresentar identificação oficial ou documentos que comprovem qualquer vínculo com órgãos públicos ou empresas.
Um dos relatos descreve a visita de uma mulher morena, vestida de preto e usando apenas um crachá, que afirmou estar realizando um "acompanhamento de fisioterapia" para os moradores da residência.
Durante a conversa, ela perguntou quantas pessoas moravam na casa e quantos idosos residiam no local. Ao receber a resposta de que não havia idosos, encerrou rapidamente a conversa e foi embora, dizendo que o atendimento era destinado apenas a pessoas da terceira idade.
A situação chamou a atenção da moradora, que questionou a abordagem. "Até onde sei, sessões de fisioterapia são agendadas previamente, e não há cadastro feito de porta em porta", comentou.
Outro relato aponta que um homem bem vestido e de boa comunicação se apresentou como "guarda da rua". Segundo a família, a abordagem foi tão convincente que chegou a gerar confiança. "Minha mãe acreditou e, sinceramente, até eu teria acreditado", relatou o morador.
Na Vila Mineira, uma moradora contou que sua vizinha foi abordada ainda no portão de casa. A visitante entrou na área da residência, afirmou ser de Minas Gerais e disse estar em Pereira Barreto. Durante a conversa, falou sobre supostos valores a serem pagos, mas, ao ser solicitada a apresentar um cartão ou telefone para contato, informou que não possuía nenhuma identificação.
Os relatos ainda não confirmam a prática de crimes, porém acendem um importante sinal de alerta para a população, principalmente para famílias com idosos que moram sozinhos, frequentemente escolhidos por golpistas devido à maior vulnerabilidade.
A orientação das autoridades é que nenhum morador permita a entrada de desconhecidos em sua residência sem a devida identificação. Em caso de visitas relacionadas a programas públicos de saúde, assistência social ou qualquer outro serviço oficial, o cidadão deve exigir identificação funcional e, se houver dúvidas, entrar em contato diretamente com o órgão responsável antes de permitir qualquer acesso ao imóvel.
Caso a atitude seja considerada suspeita, a recomendação é acionar imediatamente a Polícia Militar pelo telefone 190 e, sempre que possível, registrar imagens ou anotar características das pessoas envolvidas, sem colocar a própria segurança em risco.
A prevenção continua sendo a principal arma contra golpes. Desconfiar de abordagens inesperadas e confirmar qualquer informação antes de abrir o portão pode evitar prejuízos e proteger toda a família.
