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Futebol feminino no Brasil: marcos, nomes e lutas históricas

O crescimento do futebol feminino no Brasil pode ser percebido em diversos aspectos, desde a presença na mídia até o impacto econômico. Portanto, a modalidade superou barreiras e, aos poucos, conquista o seu espaço.

Divulgação
15/09/25 às 09h07
(My Profit Tutor/Unsplash)

Atualmente, seus torneios já atraem olhares atentos do público e dos apostadores, já que movimentam as casas de apostas com odds e palpites em jogos cada vez mais competitivos. Aposta é assunto para adultos.

 

Porém, para chegar ao que é hoje, o futebol feminino teve uma trajetória marcada por resistência, proibições e conquistas históricas. 

O início do futebol feminino no Brasil

O futebol feminino começou no Brasil na década de 20, mas ainda de forma tímida. Jornais da época mostram que houve partidas no Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Norte, porém, longe de contar com clubes ou ligas.

Em 1940, o cenário ameaçou uma mudança positiva, já que uma partida entre mulheres foi disputada no Estádio Pacaembu para tentar trazer visibilidade. Porém, o efeito foi reverso, resultando em uma proibição no ano seguinte, com o CND, Conselho Nacional de Desportos.

O decreto-lei (3199, art. 54) previa que mulheres não poderiam praticar esportes que não fossem adequados à sua natureza, sem citar o futebol, mas a modalidade não se enquadrava entre as liberadas.

Após duas décadas, em 1965, a proibição teve mais detalhamentos. Durante o governo militar, o decreto-lei foi publicado novamente, dessa vez, citando o futebol.

Fim da proibição

O fim da proibição aconteceu apenas em 1979. Dessa forma, a lei foi revogada, mas não teve um forte impacto inicial, já que as federações não estimulavam os clubes a contar com equipes femininas.

Apenas em 1983, o futebol feminino foi regulamentado e, com isso, passou a permitir que fosse criado um calendário com competições, além de liberar a prática em escolas. Os clubes pioneiros foram o Radar e Saad.

Primeiras competições

Em 1988, a Fifa realizou um torneio experimental, o Women's Invitational Tournament. O Brasil foi convidado e montou uma seleção com base em atletas do Radar-RJ e Juventus-SP, mas não houve sequer uniformes adequados, utilizando sobras das roupas do time masculino.

Foram 12 participantes, com o Brasil terminando na terceira posição, voltando com o bronze.

Pouco depois, em 1991, veio a primeira Copa do Mundo Fifa de Futebol Feminino. Com isso, a CBF assumiu o time brasileiro oficialmente, mesmo que com um início bem amador. Sem preparação adequada, a eliminação veio logo na primeira fase.

Em 1996, em Atlanta, ocorreu a estreia do futebol feminino em Olimpíadas. A seleção da CBF já contava com nomes mais experientes, como Suzy, Sissi, Pretinha e Roseli, fazendo bonito, mas terminando sem medalhas, na quarta posição.

Modalidade passou a crescer nos anos 2000 e segue em evolução

Os anos 2000 trouxeram novidades, mas para o futebol feminino brasileiro temos que voltar um ano, com a primeira medalha FIFA em 1999, ficando em terceiro lugar na Copa do Mundo dos Estados Unidos. Sisi foi uma das primeiras grandes referências para o país na modalidade.

Em 2003, Marta passou a defender o país e, com ela, a visibilidade aumentou. Ela fez parceria de peso com Cristiane no ataque, em uma geração com vários nomes, como Formiga, no meio-campo.

Marta se tornou a rainha do futebol e foi eleita seis vezes a melhor do mundo. Com ela, o Brasil conquistou seis títulos da Copa América (são nove no total), três pratas nos Jogos Olímpicos e três ouros nos Jogos Pan-Americanos.

Em meio a isso, o futebol feminino cresceu no país, com as equipes passando a investir na modalidade. Prova disso é que o Brasil conquistou 13 de 16 edições da Libertadores Feminina, mostrando que o país está no caminho certo e em evolução.

Em 2027, o Brasil será pela primeira vez o país sede da Copa do Mundo de Futebol Feminino, onde as brasileiras sonham com a primeira conquista. A competição promete se tornar destaque em plataformas como a Betnacional .

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