(My Profit Tutor/Unsplash)
Atualmente, seus torneios já atraem olhares atentos do público e dos apostadores, já que
movimentam as casas de apostas
com odds e palpites em jogos cada vez mais competitivos. Aposta é assunto para adultos.
Porém, para chegar ao que é hoje, o futebol feminino teve uma trajetória marcada por resistência, proibições e conquistas históricas.
O início do futebol feminino no Brasil
O futebol feminino começou no Brasil na década de 20, mas ainda de forma tímida. Jornais da época mostram que houve partidas no Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Norte, porém, longe de contar com clubes ou ligas.
Em 1940, o cenário ameaçou uma mudança positiva, já que uma partida entre mulheres foi disputada no Estádio Pacaembu para tentar trazer visibilidade. Porém, o efeito foi reverso, resultando em uma proibição no ano seguinte, com o CND, Conselho Nacional de Desportos.
O decreto-lei (3199, art. 54) previa que mulheres não poderiam praticar
esportes
que não fossem adequados à sua natureza, sem citar o futebol, mas a modalidade não se enquadrava entre as liberadas.
Após duas décadas, em 1965, a proibição teve mais detalhamentos. Durante o governo militar, o decreto-lei foi publicado novamente, dessa vez, citando o futebol.
O fim da proibição aconteceu apenas em 1979. Dessa forma, a lei foi revogada, mas não teve um forte impacto inicial, já que as federações não estimulavam os clubes a contar com equipes femininas.
Apenas em 1983, o futebol feminino foi regulamentado e, com isso, passou a permitir que fosse criado um calendário com competições, além de liberar a prática em escolas. Os clubes pioneiros foram o Radar e Saad.
Em 1988, a
Fifa
realizou um torneio experimental, o Women's Invitational Tournament. O Brasil foi convidado e montou uma seleção com base em atletas do Radar-RJ e Juventus-SP, mas não houve sequer uniformes adequados, utilizando sobras das roupas do time masculino.
Foram 12 participantes, com o Brasil terminando na terceira posição, voltando com o bronze.
Pouco depois, em 1991, veio a primeira Copa do Mundo Fifa de Futebol Feminino. Com isso, a CBF assumiu o time brasileiro oficialmente, mesmo que com um início bem amador. Sem preparação adequada, a eliminação veio logo na primeira fase.
Em 1996, em Atlanta, ocorreu a estreia do futebol feminino em Olimpíadas. A seleção da
CBF
já contava com nomes mais experientes, como Suzy, Sissi, Pretinha e Roseli, fazendo bonito, mas terminando sem medalhas, na quarta posição.
Modalidade passou a crescer nos anos 2000 e segue em evolução
Os anos 2000 trouxeram novidades, mas para o futebol feminino brasileiro temos que voltar um ano, com a primeira medalha FIFA em 1999, ficando em terceiro lugar na Copa do Mundo dos Estados Unidos. Sisi foi uma das primeiras grandes referências para o país na modalidade.
Em 2003, Marta passou a defender o país e, com ela, a visibilidade aumentou. Ela fez parceria de peso com Cristiane no ataque, em uma geração com vários nomes, como Formiga, no meio-campo.
Marta se tornou a rainha do futebol e foi eleita seis vezes a melhor do mundo. Com ela, o Brasil conquistou seis títulos da Copa América (são nove no total), três pratas nos Jogos Olímpicos e três ouros nos Jogos Pan-Americanos.
Em meio a isso, o futebol feminino cresceu no país, com as equipes passando a investir na modalidade. Prova disso é que o Brasil conquistou 13 de 16 edições da Libertadores Feminina, mostrando que o país está no caminho certo e em evolução.
Em 2027, o Brasil será pela primeira vez o país sede da Copa do Mundo de Futebol Feminino, onde as brasileiras sonham com a primeira conquista. A competição promete se tornar destaque em
plataformas como a Betnacional
.