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Alinhar sonho com o orçamento apertado é possível; especialista apresenta possibilidades

“Acho que a última opção é abandonar os estudos”, opina coach de finanças

Agência Educa Mais Brasil
12/07/21 às 17h04
Agência Educa Mais Brasil

Com um ano desafiador para o bolso do cidadão brasileiro, economizar tem sido palavra de ordem. Com o aumento da inflação oficial do país de 5,97% para 6,07% e o desemprego recorde no 1º trimestre deste ano (14,7%), deixar as contas em dia requer conhecimento financeiro e muita disciplina. 

Em contraponto, para ter maiores chances de ingressar ou se manter no mercado de trabalho o investimento na educação deve ser incorporado no orçamento como algo prioritário mas, muitas vezes, acaba sendo um dos primeiros cortes feitos na hora do aperto.

Em 2003, o paulista Francisco de Assis ingressou no curso de Direito , mas por falta de planejamento financeiro optou por trancar a graduação. Hoje, com 45 anos, imbuído pelo sonho de se formar no ensino superior, recorreu ao auxílio de bolsa de estudo do Educa Mais Brasil para cursar Administração . “Estou estudando e, dessa vez, com mais planejamento. Faço um orçamento doméstico mês a mês, através de uma planilha com todos os gastos para não fugir nada do controle”, explica o futuro administrador.

O planejamento de Francisco é bem-avaliado pela coach e especialista em finanças Zaíra Vasconcelos*, que defende que para almejar o sucesso, independentemente da condição financeira, é importante ter em mente o objetivo, o sonho a ser alcançado. “Esse objetivo precisa ser tão importante que valha a pena o sacrifício. Seja perder peso, fazer atividade física, ganhar dinheiro... se não tiver um objetivo claro para ser alcançado, a pessoa não suporta o esforço e desiste. Se isso for realmente importante, a pessoa precisa refletir com muita clareza, se planejar e se imaginar realizando o sonho”, defende Zaíra.

O planejamento é essencial para alinhar sonho com realidade. O conselho da especialista, que é empresária, mestre em Administração Profissional, coach de finanças e consultora e mentora de líderes, é simples: fazer orçamento dos gastos fixos (aluguel, condomínio, gasolina) e comparar com o que ganha para evitar um dos comportamentos que mais causam endividamento: a falta de controle. “A falta de registro dos gastos faz com que você se perca”, sinaliza Zaíra.

Educação como prioridade

Um outro comportamento comum no momento em que é preciso eliminar despesas é trancar o curso ou tirar o filho da escola particular. No entanto, tal atitude nem sempre é a melhor escolha. “Não tem maior investimento que aquele que você faz em você mesmo, na sua educação. É a formação acadêmica que vai abrir portas para as maiores e melhores oportunidades de crescimento. A educação é o melhor caminho para realizar sonhos”, destaca Zaíra Vasconcelos.

Mesmo para quem está endividado, desistir dos estudos não é uma opção recomendada. A especialista lembra que, mesmo em situações financeiras delicadas existem soluções. Programas de apoio estudantil, que ofertam bolsas, e o parcelamento do débito com as instituições podem ser um caminho. Lembrando que será necessário cortar despesas e priorizar o pagamento das mensalidades atrasadas quando possível. “Acho que a última opção é abandonar os estudos. É o conhecimento que vai permitir que a pessoa alcance melhores salários. Se parar o curso, o indivíduo não vai ter dinheiro para pagar a dívida, mas também não vai ter a chance de ter um salário melhor”, defende Vasconcelos.

Uma dica da especialista é estabelecer uma lista de prioridades do orçamento e ser autocrítico para avaliar a relevância de cada gasto. Zaíra pontua que um dos maiores motivadores do endividamento está na busca por elevar a autoestima através da busca por pertencimento, por exemplo, em grupos ou “tribos”, o que leva à compra de bens e serviços muitas vezes desnecessários. 

Cuide do seu planejamento financeiro:

Procurada pelo Educa Mais Brasil, a coach de finanças, Zaíra Vasconcelos, elencou dicas para fazer um bom planejamento e conseguir pagar as dívidas. Confira!

1. Refaça seu orçamento pessoal. Seja crítico de si mesmo e responda a perguntas como: “preciso mesmo disso?”; “isso é prioridade?”; “estou comprando por impulso?”.

2. Faça levantamento da dívida e negocie com os credores. Priorize a quitação de débitos em cartões de crédito e cheque especial, com juros mais elevados. O que for possível, negocie a longo prazo em condições mais favoráveis.  

3. Economize, poupe, restrinja seu consumo ao necessário. Guarde 50% das economias e use os outros 50% para quitar débitos.

4. Priorize o pagamento dos acordos com a economia que fará. Por exemplo:  se você tem mil reais de receita e R$1.200 de despesa, o primeiro ajuste a fazer é reduzir seu gasto mensal para mil reais. Depois, faça novo ajuste para que sobre. Então, ao invés de gastar mil, gaste R$800. Dos R$200 que sobrar, pegue R$100 e aplique e os outros R$100 reserve para quitação da dívida parcelada.

5. Entenda que poupar não é guardar dinheiro numa caderneta de poupança; é investir em algo que traga retorno e ajude a aumentar sua renda. 

Agência Educa Mais Brasil
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