Nos últimos meses algumas pessoas notaram que, nas fotos que posto nas redes sociais, não existe mais a presença dos óculos.
Um acessório que me acompanhava desde os 16 anos. Sim, eles deixaram de fazer parte da minha vida e não os troquei por lentes de contato. A separação aqui foi amigável e definitiva rs.
Desde os 35 anos também já não enxergava mais nada muito próximo. A tela do celular, então, era impossível e hoje consigo ler as letrinhas miúdas dos rótulos e embalagens. Aí você me pergunta: como assim? É que no mês de abril passei por um procedimento cirúrgico que me trouxe uma nova perspectiva.
Passei pela cirurgia refrativa Femto-LASIK. Um procedimento que utiliza tecnologia 100% a laser para corrigir problemas de visão. Na lista estão a miopia, a hipermetropia, o astigmatismo e a presbiopia.
Certeza de que você agora fez um sinal da cruz e pensou: laser nos olhos? Exatamente! E foi a melhor solução. Durante três anos tive medo de encarar esse procedimento. Foram três longos anos de preparo psicológico até procurar o melhor especialista e me livrar definitivamente dos óculos.
O que é e como funciona a técnica Femto-LASIK?
A cirurgia refrativa é um procedimento rápido e praticamente indolor (pode acreditar, não senti dor nenhuma). Ela consiste na utilização de um feixe de laser para remodelar a córnea e permitir uma readequação na forma de entrada da luz na retina. Não entendeu? Bem, é corrigir os erros de refração que causam a visão turva e consequentemente a correção de grau.
Já falei que não dói e a recuperação é rápida. O médico não queria, mas saí tão bem do procedimento que voltei dirigindo para casa. A cirurgia dura em média 15 minutos entre o preparo (colírios) e a intervenção.
São dois procedimentos em um: é feita a delaminação da córnea (uma pequena abertura) com o laser de femtosegundo (totalmente computadorizado e que trata o tecido que precisa ser tratado, sem danificar os que devem ser preservados); logo depois o paciente vai até a segunda etapa, onde é feita a utilização do laser corretivo.
Voltei para casa sem tapa olho (usei um tampão de acrílico transparente para dormir, cujo objetivo é evitar coçar, involuntariamente, o olho que está cirurgiado). Em três dias já estava apto e voltei a trabalhar.
