Ao longo de sua jornada, Adelio Sarro manteve sua principal característica: estabelecer uma harmonia universal, mostrando a possibilidade de um mundo melhor em que a arte seja valorizada como uma das genuínas expressões da mente humana.
VINHEDO
Deixar a roça no interior de São Paulo e ganhar o mundo. Se o artista plástico Adelio Sarro está no caminho que almejou, talvez nunca saberemos se existe esta meta/lugar, mas apenas no mês de maio de 2018, ele inaugurou um museu, lançou um rótulo de vinho e assinou uma coleção de óculos com o seu nome.
Nascido em Andradina, ele é filho de agricultores e antes de entrar para o mundo das artes, foi carpinteiro, marceneiro, cortador de mármore e desenhista de cartazes de propaganda, sem perder a profunda harmonia nos gestos e atitudes diante do mundo.
Convidados a prestigiar a inauguração do seu museu na cidade de Vinhedo, o núcleo da equipe da “Revista Fala!” esteve completa, incluindo as crianças (Gabriela e Huguinho). Era ápice da “greve dos caminhoneiros”, o que não impediu da casa estar lotada de amigos do artista de todas as partes do país, incluindo a prefeita de Andradina Tamiko Inoue, o deputado estadual Itamar Borges e o radialista Salvador Placco Neto. “Vamos conhecer o dono do museu? Que máximo”, dizia Gabriela que completava sete anos naquele fim de semana. A figura do artista tem essa influência nas crianças. A barba, o olhar vibrante e a grande didática no falar e ensinar, garante assiduidade e produtividade nas oficinas de arte que estão sendo desenvolvidas no museu mesmo antes de sua inauguração.
Casado com a encantadora Sandra Pardo, artista plástica andradinense, tem nesta união a parceira ideal para o MAAS (Museu de Arte Adelio Sarro), um verdadeiro presente para Vinhedo, São Paulo e o Brasil.
No acervo do MAAS, obras de todos os tempos, pinturas e esculturas, que mostram toda a trajetória do artista, principalmente o apurado trabalho com as transparências da cor, na pintura, e a ousadia presente nos volumes de suas esculturas, marcas registradas de Adélio Sarro.
O MAAS por sí já é uma obra de arte que se destaca no cenário de Vinhedo. No jardim, um verdadeiro campos dos sonhos, formado por esculturas. Pode-se se dizer que Sarro extraiu o museu de suas próprias mãos e que foi praticamente totalmente financiado com recursos próprios.
“Este museu é a realização de sonho que eu vinha acalentando desde menino, quando tinha 12 anos de idade, e comecei a pintar, e a esculpir meus trabalhos. Essa trajetória, dos 12 anos aos dias atuais, está contada através de obras da minha autoria e que se encontram expostas no museu.
O processo de realização não foi fácil, mas aconteceu de forma gradual, a custa de muito trabalho, em condições das mais adversas, e mesmo assim pudemos construir esse espaço com recursos próprios e deixá-lo como legado, principalmente para as crianças que são o futuro das artes, da cultura e do próprio País. Peço que façam um bom uso desse espaço para que se torne uma referência internacional de qualidade como um polo de criação e apresentação artística e cultural em Vinhedo e região”, projeta Adelio Sarro.
O artista também tem um Memorial com seu nome na Praça José Yarid, em Andradina e obras em várias cidades da região e do país.