O casal Valdemar Lobo de Almeida, 72, e Célia de Carvalho Almeida, 71 anos, do bairro Beira Rio, em Castilho, está sendo despejado pela CESP após manter uma olaria em operação durante 39 anos. E para piorar a situação, eles afirmam não terem recebido a devida indenização proposta pela empresa no período 99/2000. Todavia, querem saber onde foi parar o dinheiro, hoje avaliado em cerca de R$ 20 milhões.
Nessa briga jurídica, o oleiro está com o 11º advogado, Vanderlei Giacomelli, de Andradina, que impetrou embargos tentando evitar o despejo, porque um juiz substituto da Comarca proferiu sentença dando ganho de causa à CESP, decisão confirmada pelo TJSP, mesmo os advogados que então representavam a empresa de Valdemar tendo ingressado com recursos.
Segundo Giacomelli, a Justiça já determinou o cumprimento da sentença, mas numa última tentativa para evitar o despejo, ele recorreu ao Tribunal de Justiça, afim de anular o processo, já que apenas a pessoa jurídica de Valdemar foi intimada. O advogado vê a necessidade de o casal ter sido notificado e testemunhas ouvidas. Uma delas nada menos que o filho do dono da fazenda.
Contrariando as expectativas, a 11º Câmara de Direito Público do TJ, através do relator Márcio Kammer de Lima, indeferiu o recurso e deverá manter o despejo. O Acórdão saiu em 19/12/2023, mas ainda não foi publicado no Diário Oficial. Todavia, Embargos de Terceiro vão ter seguimento para o julgamento do mérito.
Ainda conforme Giacomelli, a Justiça também negou o pedido de Valdemar Lobo relativo à indenização, com base em documento apresentado pela CESP. A intenção do advogado é rediscutir o valor que seu cliente atesta não ter recebido, embora a CESP tenha apresentando ´documento´ a respeito.
