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Andradinense posta constragimento que sofreu no comércio local

Cadeirante há 3 anos, Letícia Olliveira cansou de ser constragida ao fazer compras no centro da cidade

Flávia Gomes
24/02/21 às 17h10

Uma postagem de uma andradinense tem chamado a atenção desde ontem na rede social. Letícia Olliveira está farta do constrangimento que passa no comércio local. Mas, o estopim foi na manhã de terça-feira (23), quando ela que é cadeirante tentou entrar em uma papelaria no centro da cidade para comprar material escolar ao filho. 

A sua indignação foi com um colaborador do estabelecimento que se recusou a liberar a rampa de acesso para que ela adentrasse a loja. “Procuro lojas que tenham rampa de acesso, pois mesmo sendo direito de todos irem e virem, a acessibilidade ainda é um problema”, afirmou Letícia. Mas, para sua surpresa, a rampa do local estava fechada e ao pedir ao colaborador para liberar a rampa, recebeu uma negativa. “Pra minha surpresa ao pedir para a funcionária da papelaria que estava no caixa abrir a porta para eu entrar com a cadeira de rodas, a mesma disse que não, que não dava pra abrir a porta de modo algum. Isso mesmo que não dava para abrir e se virou pro caixa como se eu tivesse pedindo algo dado e não querendo entrar pra comprar e pagar tudo que eu queria”, desabafou Letícia. 

Ela é cadeirante há três anos, pois sofre de degeneração óssea. “Deficiente não entrar em estabelecimento que não tem acesso é um problema, mas funcionário se negar a abrir o acesso pra entrar, isso nunca tinha passado”, frisou.

Letícia, indignada pelo ocorrido, decidiu expor em sua rede social. “Pela lei é obrigatória acessibilidade em estabelecimentos comerciais por rampas, agora pergunto: Por que em Andradina isso não é obrigatório? Por que as lojas do comércio não são obrigadas a cumprir a lei? Onde esta a fiscalização? Onde esta os direitos de ir e vir de todas as pessoas?”, questionou ela aproveitando para convidar as autoridades locais a se sentarem em uma cadeira de roas e subir as rampas das esquinas do comércio.

Ela finaliza a postagem afirmando que sua intenção é chamar a atenção para que os direitos de todos sejam assegurados, principalmente, dos portadores de necessidades especiais. “Fiquei revoltada com a humilhação que passei hoje, quero os meus direitos como qualquer outra pessoa e não chamei a Polícia porque já ouvi de policial que eles não abrem B.O. para esses casos”, disse. Mesmo assim, Letícia se dirigiu a Delegacia da Mulher que ao conversar com a escrivã colocou a delegada a par do ocorrido que abriu B.O. para encaminhar a investigação". 

Assim, ela chama a atenção para um problema que a minoria enfrenta e que pode ser resolvido com uma pequena ação de todos: EDUCAÇÃO. 

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