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Aprenda a tomar decisões

A coluna “Vencer-se” começa hoje a discutir temas importantes para o desenvolvimento pessoal e profissional.

Revista FALA! - Jean Oliveira
19/02/19 às 14h23

A coluna “Vencer-se” começa hoje a discutir temas importantes para o desenvolvimento pessoal e profissional. Baseados nos três passos (“autoconhecimento”, “decisão” e “planejamento”) vamos abordar, todos os domingos, neste espaço, diversos temas que são importantes na vida de todos nós.
Semana passada, falamos rapidamente sobre os ‘Dez minutos mágicos’: período necessário para que possamos nos distanciar de tudo, diariamente, para ouvir nossos pensamentos e viver nossos sentimentos, sejam eles quais forem. É como se a gente se desligasse do mundo para nos religarmos conosco. 
Nos primeiros dias, a gente vai perceber que vive uma confusão interna. A monja zen-budista Coen nos instrui que, em silêncio, devemos prestar atenção à nossa respiração e deixar os pensamentos e os sentimentos fluírem naturalmente. Este exercício, ela nos ensina, não trata de como evitaremos os sentimentos considerados negativos, como raiva ou indignação. A pausa nos ajudará, na verdade, a sermos capazes de escolher como reagir diante de tudo de ruim que pensamos e que nos acontece. “Nós não podemos mudar o que sentimos, mas podemos controlar como respondemos aos nossos sentimentos”, ensina ela.

Jean Oliveira

DECISÕES
Somente depois de a gente aceitar como somos e deixar claro pra nós o que somos e quais nossos valores, poderemos seguir para o segundo passo, que é tomar decisões.
O estrategista, escritor e palestrante americano Tony Robbins destaca em sua obra “Poder sem limites”, que percebeu, em seus estudos, que a maioria das pessoas não reconhece o que significa “tomar uma decisão de verdade”.
Diz ele que, em vez de tomar decisões, as pessoas passam os dias enunciando preferências. Tomar uma resolução verdadeira, afirma o especialista, significa se comprometer em atingir um resultado, descartando qualquer outra possibilidade.
“Estudos têm demonstrado que as pessoas mais bem-sucedidas tomam decisões depressa porque não têm dúvidas a respeito dos seus valores e do que realmente desejam para suas vidas”, complementa.
A melhor maneira de aprender a tomar decisões é fazer disso um hábito. “Os músculos se fortalecem com o uso, e o mesmo acontece com os seus músculos de tomar decisões. Libere seu poder agora mesmo, tomando alguma decisão que vinha adiando. Não vai acreditar na energia e na animação que isso criará em sua vida!”, ensina.


FAZER
Princípio lutador
O ator, lutador de artes marciais, filósofo e cineasta norte-americano Bruce Lee uma vez foi questionado sobre o que o diferenciava de outras pessoas que dominavam a mesma técnica, mas não atingiram o seu nível. A resposta é inspiradora: “Saber não é o bastante; precisamos aplicar. Querer não é o bastante, precisamos fazer.”

MEDO 1
O que paralisa uma pessoa
De acordo com o coach José Roberto Marques, são diversos os motivos de apatia das pessoas. São crenças limitantes que paralisam o ser humano. Ele destaca uma, que é muito comum: “foco apenas nas consequências negativas e no fato de ter que lidar com as emoções negativas que podem surgir decorrentes da ação”.

MEDO 2
Desculpas de estimação
Marques destaca também que as pessoas costumam adotar algumas desculpas de estimação para nunca tomarem uma decisão importante em suas vidas. Entre as mais comuns estão “rotina agitada”, “prioridade ao prazer imediato” e “influência de amigos, familiares e colegas de trabalho”.

MEDO 3
Motivos para ‘Vencer-se’
Apesar de todos estes medos, que são culturais e reversíveis, toda pessoa pode (e deve) tomar as rédeas de seu destino. “A verdade é que, quando temos poder de decisão, abrimos um leque de novas experiências, sensações, ideias e sentimentos, tudo depende de nós mesmos”, nos lembra Marques.


DICA
Mestre dos Mares 

Algumas séries e vários filmes e livros podem nos ajudar a entender mais sobre o poder da tomada de decisões. A dica de filme deste domingo é “Mestre dos Mares – O lado mais Distante do Mundo”, de 2003. Com Russell Crowe no papel principal, o filme mostra que o líder precisa desafiar a segurança, ter coragem para ver a realidade e atuar nela, é preparar a empresa ou a se mesmo para enfrentar e acompanhar as mudanças.

LEITURA
Para ler, vale a pena “Gestão da Emoção”, de Augusto Cury. Na era da sustentabilidade, quando o meio ambiente está sempre sendo lembrado, precisamos lembrar que não é somente o planeta que tem os seus recursos limitados, mas o nosso cérebro também! Na nossa vida, é comum sofrer pelo futuro ou se preocupar demais com a opinião das pessoas. Mas, em Gestão da Emoção, você vai aprender a controlar melhor a emoção e o gasto de energia sem necessidade.

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