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CAC sai da tenda e volta hoje para o prédio da Hemodiálise

Segundo Ernesto Júnior, a retirada do CAC da tenda e o retorno ao prédio do Centro de Hemodiálise se deve ao aumento de casos do Covid na cidade

Flávia Gomes
09/06/21 às 14h02
CAC sai da tenda e retorna para Centro de Hemodiálise

O secretário de Governo e Comunicação da Prefeitura Municipal de Andradina, Ernesto Júnior, afirmou que ainda hoje o CAC (Centro de Atendimento Covid 19) retorna ao local onde foi instalado desde o início da pandemia: Centro de Hemodiálise da Santa Casa de Andradina.

Segundo ele, o CAC mudou de lugar devido a "baixa demanda, a onda Covid tem seus altos e baixos". Ele acrescentou ainda que a mudança para o anexo ao UPA foi seguindo o que acontece em outras cidades paulistas. "Faça uma pesquisa no estado de São Paulo, 90% das unidades de CAC no estado de São Paulo são anexos a UPA. Montamos uma estrutura ali emergencial para atender a necessidade daquele momento. Quando precisamos, corremos e compramos respiradores, monitores e leitos em tempo recorde para o setor público, para atender em março a onda que atingiu o país inteiro. Montamos e desmontamos conforme a necessidade", informou ele.

Secretário de Governo, Ernesto Jr

Sobre ter sido cogitado levar o CAC para o antigo PAM na Paes Leme, Ernesto disse que não aconteceu "principalmente por causa de não retirar a usina de lá e prejudicar a Santa Casa também, temos que pensar na população em um todo". Inclusive, Ernesto salientou que a central de oxigênio "sempre ficou lá a serviço da Santa Casa e os respiradores voltaram para lá".

Questionando ainda dos valores dessa mudança, Ernesto garantiu que não custará nada. "Uso de mão de obra de assessores, servidores e colaboradores". Ainda sobre o valor que a Prefeitura teria a pagar a Santa Casa pelo uso do espaço, Ernesto informou que não há nenhum aluguel. "Porque cedemos nosso espaço, antigo Pronto Socorro, para a Santa Casa. Pagamos lavanderia e comida".

O CAC tem um custo em torno de R$ 2,5 milhões por mês com rescursos humanos. "Quando a pandemia caiu, ela zerou, ficamos uma semana inteira sem ninguém frequentar lá, pagamos esse custo. Nós levamos para a UPA para zerar este custo, pois lá tem médicos e enfermeiros, e fomos monitorando, tendo uma média de 10 a 15 pessoas por dia, quando subiu para 60, 80, como agora a 100 pessoas por dia, tivemos que voltar pra lá e contratar as pessoas de novo", finalizou ele, enfatizando que o CAC ficou na tenda por conta de custos.

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