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Centro enfrenta desordem com bicicletas elétricas e moradores cobram providências

Veículos estacionados de forma irregular ocupam calçadas e vagas preferenciais, dificultando a passagem de pedestres e gerando reclamações de comerciantes e instituições

H+ Andradina
03/03/26 às 12h05

A região central da cidade tem sido palco de constantes reclamações por conta do estacionamento irregular de bicicletas e motos elétricas. O problema, que não se limita a um único ponto, tem causado transtornos a pedestres, comerciantes e instituições de ensino, principalmente pela falta de respeito às vagas destinadas a idosos e pessoas com deficiência e às calçadas.

De acordo com relatos, é cada vez mais comum encontrar motos elétricas estacionadas em vagas preferenciais, sem qualquer fiscalização ou advertência. Além disso, calçadas têm sido ocupadas de forma desordenada, obrigando pedestres a descer para a rua para conseguir seguir caminho — situação que representa risco, especialmente para idosos, crianças e pessoas com mobilidade reduzida.

Um destes pontos está localizado em frente a uma escola de inglês na área central. Segundo a direção da unidade, a calçada do local tem sido tomada por bicicletas elétricas e, estas, não pertencem aos seus alunos.

“Estamos enfrentando uma situação muito complicada.  Muitos idosos passam por aqui, assim como crianças que vão até o setor da prefeitura, que fica a duas casas daqui. Essas pessoas estão sendo obrigadas a passar pela rua, porque a calçada está obstruída”, relatou uma representante da instituição. Ficamos perdidos, sem saber como agir, e a quem devemos recorrer para uma solução imediata, pois, segundo informações, não existe legislação específica que impeça que eles estacionem ali”, completou.

O problema levanta um debate mais amplo sobre responsabilidade e orientação. Muitos pais são os responsáveis pela aquisição das bicicletas elétricas para os filhos, mas, pelo que se constata deixam de orientar sobre regras básicas de convivência e respeito ao espaço público.

Enquanto isso, a sensação é de impasse. Comerciantes e instituições afirmam que já buscaram apoio das autoridades, mas relatam falta de medidas efetivas. A ausência de regulamentação clara ou fiscalização específica contribui para que a situação continue se repetindo diariamente. Até que haja uma solução concreta, pedestres seguem dividindo espaço com veículos e enfrentando dificuldades em uma área que deveria priorizar a segurança e a acessibilidade.

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