Edilson Borges Nogueira o “Birosca” de 44 anos foi morto na manhã desta terça-feira (5), dentro da Penitenciária 2 “Mauricio Henrique Guimarães”, em Presidente Venceslau.
Apontado pelo Ministério Público como chefe financeiro do PCC – Primeiro Comando da Capital, ele foi assassinado por dois presidiários Gilberto Souza Barbosa, 46 e Danilo Antônio Cirino Felix, 29, ambos vão ser transferidos ao presídio 1 da mesma cidade.
De acordo com o boletim de ocorrência da Polícia Civil, durante o banho de sol dos presos, ocorreu uma discussão entre os três, dois feriram a Borges mortalmente com golpes de estilete.
No momento havia uma guarda na muralha quando visualizou os sentenciados fazendo exercício rotineiro, quando observou a luta, Gilberto ficou sobre Nogueira, fazendo movimentos de golpes, enquanto Danilo segurou pelo pescoço, deixando sentado e caído, impedindo qualquer defesa.
O GIR – Grupo de Intervenção Rápida foi chamado, os detentos foram contidos. A Polícia Civil compareceu no local, ouviu a dupla que não revelou a motivação do crime. O corpo foi levado ao IML – Instituto Médico Legal, posterior seria avisado familiares para providenciar o velório.
Birosca é apontado como o chefe financeiro da organização. Considerado o “cabeça” do tráfico em Diadema, na Região Metropolitana de São Paulo, foi preso em 2001 acusado por célebres assaltos a bancos.
Birosca também aparece em provas colhidas pelo MP procurando contato com o então vereador de Diadema Manoel Eduardo Marinho (PT) para que este testemunhasse a favor dele na Justiça. Por meio da chamada “Sintonia das Gravatas”, o departamento jurídico da facção, o PCC tentou se infiltrar e influenciar decisões do Judiciário, segundo o Ministério Público.