A chegada e isolamento de uma criança no Hospital Regional de Ilha Solteira, causou grande preocupação quanto a suspeita para coronavírus. O fato ocorreu na tarde de ontem (5) e causou pânico entre os as pessoas que estavam na unidade hospitalar.
A criança chegou na unidade usando uma máscara, provocando pânico nas pessoas que aguardavam atendimento. Ela foi atendida e o optou-se pelo isolamento na unidade, para uma melhor avaliação do caso. Depois da avaliação a possibilidade de coronavírus foi descartada e a criança teve alta médica.
O médico infectologista Maurício Favaleça realizou uma entrevista coletiva no final da tarde desta quinta, onde informou que, seguindo o protocolo do Ministério da Saúde, notou-se que a criança não se enquadra nos critérios para casos suspeitos de coronavírus, como ter voltado de países com casos confirmados de coronavírus há, no máximo, 14 dias, e apresentar sintomas, como tosse, falta de ar e febre, ou que tenha tido contato com pessoas suspeitas ou já com a doença confirmada.
“Ela não se enquadra em nenhum desses casos, de acordo com o protocolo do Ministério da Saúde”, disse o infectologista.
A criança em questão esteve no Japão, mas voltou ao Brasil em 8 de fevereiro, ou seja, há quase uma mês do surgimento da doença. E os sintomas que ele apresenta são de uma gripe comum.
“Tiveram uma preocupação maior, pelo fato dela ter estado no Japão. Mas o tempo em que ela está no Brasil (mais de 14 dias), já tira ela da lista de suspeitos. E só agora ela começou a apresentar os sintomas gripais. Ela não chegou de viagem com esses sintomas”, explicou Favaleça.
Sobre o uso da máscara, que teria provocado pânico nos pacientes que aguardavam atendimento médico no pronto-socorro vale lembrar que o uso de máscara em caso de doenças deste tipo é comum.
Caso similar em Andradina
No último dia 29 de fevereiro em Andradina, a chegada de quatro integrantes da mesma família, usando máscaras, causou o mesmo tipo de pânico na UPA 24 Horas.
A família de trabalhadores da indústria frigorífica tinha passado uma temporada de trabalho na Austrália, mas também voltaram ao Brasil antes do surgimento do coronavírus.
O vírus assusta não só nos notíciarios. (com Ilha de Notícias)
