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Cida Pizzo, uma mãe para muitos

Mês dedicado a elas, as mães de todo o País, claro com um dia especial, 2º domingo do mês. E para homenagear cada mãe, a revista FALA! traz uma em especial, Maria Aparecida Pizzo Bariani.

REVISTA FALA! MAIO DE 2018 - Flávia Gomes
11/06/18 às 16h21
(Cleber Carvalho)

 Ela não mora mais em Andradina, mas seu coração não deixa a cidade que seus pais ajudaram a construir. Encontrar esta “mulher de cabelos brancos e sorriso fácil” é sentir que Deus criou em cada mulher uma mãe universal. 

 Dá vontade de deitar a cabeça em seu colo e ouvir as inúmeras histórias e lições de vida que ela tem a nos passar. Claro, que mesmo não tendo a intimidade para este colo maternal, ela sabe como transmitir este sentimento: com o olhar e as mãos.

 A voz doce, os olhos claros e a certeza de que fazer o bem é o caminho certo, Cida mostra que ações fazem a diferença muito mais para quem dá do que para quem recebe.

 Cida é mãe de Abílio, Maria Cristina, Alexandre e Maria Cecília, todos nascidos em Andradina. Avó de Daniela, Bruna, Victor, Carolina, Mariana, Camila, Arthur e Marisa; e bisavó de Ricardo e Antonella. Mas, podemos dizer que é mãe há décadas de todas as crianças que passaram pela CEI (Centro de Educação Infantil) “Isabel Fillipini Pizzo”.

 A creche foi inaugurada no dia 02 de dezembro de 1993, na gestão do então prefeito Orensy Rodrigues da Silva, e recebeu o nome de uma das mulheres mais benfeitoras da cidade que com honradez ajudava a todos. Com esta homenagem, os filhos de Isabel Pizzo sempre procuraram dar uma atenção àquele local, em especial Cida.

 Sabe quando uma mãe ganha um “filho”, ela cuida. E, a creche foi o quinto filho de Cida. Ela zelou e “ainda zela” pela instituição que leva o nome de sua mãe. Por anos, a creche oferecia aulas de músicas às crianças, com apoio de Cida. “Música é um mundo maravilhoso, e tenho certeza que toda criança deve ser apresentada a este mundo”, enfatizou Cida que tem formação musical no piano. Além disso, ela sempre que vinha a Andradina visitava o local, vendo as necessidades e pronta a ajudar a saná-las.

 Hoje, ela ainda contribui para com o local. “Sempre vou ajudar, enquanto puder”, assegura. Claro que com o passar dos anos, as viagens à Andradina estão diminuindo, mas não seu amor pela cidade que ela com certeza é uma das filhas de coração.

 Exemplo de vida

 Isabel Filipini Pizzo nasceu em 14 de outubro de 1903, se tornando órfã de mãe aos 13 anos de idade se tornando a filha mais velha, junto do pai cuidou dos cinco irmãos mais novos. O pai nunca quis casar novamente, sendo Isabel a responsável pelos irmãos. Com muita dificuldade, a família sempre teve princípios.

 Já aos 18 anos, Isabel casou com José Pizzo, em São Joaquim da Barra, mas logo se mudaram para Birigui. A sogra acabou se tornando sua segunda mãe e a ensinou a religião e o poder da oração. Mesmo depois do casamento, Isabel continuo cuidando dos irmãos até que eles se casassem.

 Responsável por 18 pessoas, ela quem costurava para todos e aos poucos suas virtudes foram se destacando e em pouco tempo passou a ser estimada por todos, se tornando conselheira das sobrinhas.

 Aos 38 anos, Isabel com cinco filhos: Olímpia, Arnaldo, Haroldo, Maria Aparecida e José (Zuza), se mudou com o marido para Andradina. Em 1941, a cidade que nascia no sertão era sinônimo de progresso. Eles estabeleceram uma casa de comércio no cruzamento da Rua 9 de Julho com a Paes Leme. E tiveram o último filho, Pedro, que se tornou o primeiro andradinense a se formar médico.

 Izabel Pizzo teve uma participação ativa na construção da Matriz de São Sebastião, através de leilões e quermesses, foi uma das fundadoras do Apostolado da Oração do Sagrado Coração de Jesus. Durante a sua existência sempre compartilhou com as dores dos menos favorecidos, visitava os doentes e atendia os mais necessitados, rezava para todos os conhecidos e desconhecidos. Sempre teve um espírito de servir e não ser servida, sempre procurou com humildade e simplicidade construir um mundo de amor e paz.

 Aos 58 anos ficou viúva, mas levou a mesma vida. Semi-analfabeta gostava de repetir as palavras de São Paulo, que foram uma constante em sua vida: "Combati o bom combate. Terminei a minha carreira, mas guardei a minha fé".

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