Na última reunião técnica do Consórcio Intermunicipal do Extremo Noroeste Paulista, os prefeitos discutiram a relação com o Governo de João Dória e as questões ligadas à Saúde e Meio Ambiente. O encontro foi presidido por Otávio Gomes, prefeito de Ilha Solteira e pelo prefeito de Murutinga do Sul Gilson Pimentel, presidente da AMENSP- Associação dos Municípios do Extremo Noroeste Paulista.
O diretor regional da Secretaria de Desenvolvimento Regional do Estado de São Paulo, Lucas Ganga está cobrando das prefeituras, as informações do Plano de Ação Municipal que deve alimentar o programa de computador do Governo de São Paulo. Ele disse que o Governador vai administrar o Estado com informações precisas dos municípios e com indicadores técnicos que vão ser confrontados com as vontades políticas dos prefeitos. “Às vezes um prefeito não precisaria de nova creche, apenas da ampliação da que já tem, mas o deputado e o prefeito querem se destacar e então pedem uma nova; com os indicadores, o Governador João Dória vai discutir essa necessidade, acessando as informações reais num tablet”, afirmou Ganga.
A prefeita Tamiko Inoue disse que o Governador João Dória tem uma proposta social de grande importância para os municípios. Segundo ela, no PSDB ela está à vontade porque considera esse, um partido que “se preocupa com as pessoas, mas que também procura uma eficiência na gestão, com mais profissionalismo e menos desperdícios. Eu apoio essa postura do Governador Dória e creio que ele fará uma grande administração em nosso Estado”, afirmou a prefeita. O Governador comemorou o ingresso de Tamiko no seu partido, após deixar o PC do B.
Os prefeitos também discutiram os números impressionantes de atendimentos no “Corujão da Saúde”, um programa desenvolvido pelo Governo de São Paulo em parceria com as prefeituras, através do CIENSP.
A equipe técnica executiva do Consórcio, comandada por Rose Francé, demonstrou que em muitos municípios a ausência do paciente no dia e hora marcados, representou mais de 17% e nesse caso, o pagamento será feito integral dos cofres do município e não do Governo do Estado que atingiu seus objetivos e atendeu milhares de pessoas.
Todavia, os beneficiados com exames ou consultas, cirurgias ou tratamentos e que não compareceram, darão um grande prejuízo às prefeituras. Nesse caso, os técnicos recomendaram que as prefeituras façam campanhas de informação e vão à imprensa para apelar pelo bom senso das pessoas, e que esse desinteresse e falta de responsabilidade, além de tirar o direito de outros serem atendidos, acaba dando prejuízo à toda população, pois a Prefeitura é obrigada pagar por um serviço que não foi realizado, para cumprir o contrato com as empresas prestadoras de serviços médicos.