Começou nesse mês de agosto, a colheita da lavoura mais influente para a economia de alguns municípios da região Alta Noroeste, entre eles Guaraçaí, Mirandópolis, Murutinga do Sul e Lavínia.
É a lavoura de abacaxi que nos últimos 30 anos deixou muita gente cheia do dinheiro por aqui.
Nessa região, onde se inclui Andradina, existem mil alqueires plantados com abacaxi, dos quais cerca de 300 alqueires serão colhidos até fevereiro do ano que vem. Os dados são da CATI- Coordenadoria de Assistência Técnica e Integral. A preços de hoje o faturamento previsto é de R$ 30 milhões, mas os agricultores fazem as contas para mais de R$ 45 milhões. Quase metade desse valor é o custo da lavoura, ou seja, é uma atividade de grande distribuição de recursos.
PREÇO BAIXO ESTÁ BAIXO
Esse ano o abacaxi já foi vendido na roça por R$ 1,75 o quilo mas, agora no começo da colheita, o valor já caiu para R$ 0,80. O sitiante Divino Reis que tem uma barraca de produtos rurais às margens da Rodovia Marechal Rondon em Guaraçaí, diz que o preço limite para gerar prejuízo é de R$ 0,50 o quilo. Mas ele não acredita que isso possa ocorrer porque durante o auge da colheita que é em novembro, o consumo também aumenta por causa das festas de fim de ano. Nas barracas e feiras livres o abacaxi é vendido por unidade. Essas da barracada do Divina são oferecidas na base de 3 frutos por R$ 10,00.
VARIEDADE DE GRANDE PORTE
Na região de Andradina o abacaxi é da variedade Avaí, de grande porte, com frutos pesando até 2 quilos. O excesso de chuva e o frio são inimigos de uma boa safra. O abacaxi fica mais doce com o valor e a chuva regular. Quem fala sobre isso é o presidente da Associação dos Produtores de Abacaxi do Município de Guaraçaí Soji Korin. Na sede da Associação o movimento de caminhões pesando e descarregando já é intenso todos os dias.