Geral

Como engajar sua equipe e diminuir custos de turnover e presenteísmo?

O impacto da gestão estratégica na permanência, motivação e produtividade dos profissionais

Divulgação 
02/12/25 às 12h50

O engajamento passou a ocupar um papel central na gestão de pessoas. À medida que as empresas aceleram processos digitais e passam por transformações contínuas, a falta de conexão dos profissionais com o trabalho tem provocado efeitos concretos: aumento da rotatividade, queda de produtividade e avanço do presenteísmo, nome dado para quando o colaborador comparece, mas atua sem envolvimento real.

Um levantamento recente realizado pelo índice Engaja S/A, idealizado pela Flash e pela FGV , demonstra que o desengajamento custa cerca de R$ 77 bilhões por ano à economia nacional, impulsionado principalmente por turnover e baixa produtividade. A capacidade de criar ambientes de trabalho saudáveis, estruturados e alinhados ao propósito coletivo não apenas preserva talentos, mas também reduz gastos operacionais.

(Freepik)

Turnover e suas causas 

O turnover, índice que mede a entrada e saída de profissionais, é um indicador sensível da saúde organizacional. Ele considera desligamentos voluntários, demissões, transferências, finalização de contratos e aposentadorias. 

Toda empresa apresenta alguma oscilação nesses números, porém, quando o percentual está acima do esperado, é comum que reflita falhas na gestão. Compreender suas origens é fundamental para implementar práticas preventivas.

O desligamento voluntário ocorre quando o próprio profissional decide se afastar. Em muitos casos, esse movimento pode indicar conflitos internos, insatisfação com liderança, falta de perspectiva ou políticas inadequadas de valorização. 

Já o desligamento involuntário parte da empresa, sendo motivado por reestruturações, inadequações às funções ou dificuldades de adaptação. Há também o turnover funcional, quando a saída de alguém com desempenho insatisfatório resulta em ganhos para a equipe, e o disfuncional, o mais crítico, que representa a perda de talentos qualificados e costuma sinalizar problemas estruturais.

O engajamento além do salário 

Para reverter esses impactos, as organizações têm buscado novas estratégias de valorização. Entre as medidas mais eficazes que também são ressaltadas pelo estudo da Flash está a ressignificação do propósito. Profissionais desejam compreender o impacto de suas funções e ter autonomia para contribuir com soluções. Conectar expectativas individuais ao planejamento corporativo amplia o senso de pertencimento.

Outro ponto central é ir além da remuneração. Embora o salário seja importante, ele não sustenta engajamento a longo prazo. Benefícios personalizados, programas de bem-estar e reconhecimento contínuo têm assumido protagonismo. 

Práticas como trabalho remoto ou híbrido, day off de aniversário e benefícios flexíveis aparecem como as ações mais valorizadas pelos colaboradores. Essas iniciativas promovem equilíbrio, autonomia e aderência às necessidades de diferentes perfis.

O papel da liderança e da saúde mental

A flexibilidade também depende de políticas internas bem calibradas. Em contextos instáveis, boas práticas de gestão tornam-se decisivas. Profissionais esperam processos claros, regras justas e coerência nas decisões. A ausência desses elementos resulta em incerteza, que rapidamente se converte em desengajamento.

A pesquisa também chama atenção para o estado das lideranças: 78% dos gestores relatam ansiedade e demonstram queda relevante de engajamento. O dado reforça que apoiar líderes é essencial para a saúde organizacional, já que são eles que mantêm a cultura viva, orientam as equipes e administram tensões do dia a dia. 

Iniciativas como suporte psicológico, formações contínuas e acompanhamento estruturado ajudam a reduzir a sobrecarga e ampliam a capacidade de conduzir times com mais equilíbrio e humanidade.

A saúde mental é um fator determinante. Quase 20% dos trabalhadores vivenciam ansiedade diariamente, o que afeta o foco, criatividade e produtividade. Investir em desenvolvimento pessoal e profissional, aliado a líderes emocionalmente preparados, contribui para reduzir esses sintomas negativos.

Engajamento como estratégia integrada

Engajar equipes não é resultado de ações isoladas, mas de uma estratégia integrada que valoriza pessoas, reconhece a complexidade da liderança e estrutura ambientes pautados por transparência, autonomia e propósito. 

Ao fortalecer a cultura organizacional, ampliar políticas de bem-estar e implementar práticas de gestão consistentes, as empresas reduzem o turnover e o presenteísmo, além de construir times mais resilientes, produtivos e comprometidos com o futuro do negócio.

 RECOMENDADO PARA VOCÊ
 EM DESTAQUE AGORA
VEJA TODOS OS DESTAQUES
 ÚLTIMAS EM GERAL
Franquia:
Andradina SP
Franqueado:
FLAVIA REGINA DE AVELAR GOMES 25180990858
14.225.543/0001-11
Editor responsável:
Flavia Gomes Mtb 8.016/MG
Email: ointeriorfala@gmail.com
Todos os direitos reservados © 1999 - 2026 - Grupo Agitta de Comunicação.