Debaixo do sol de Andradina ele se põe a descansar na grama de um praça qualquer da cidade. Os dias passam devagar com pouca gente na rua. As pessoas mal atendem os amigos nas portas, por isso as batidas na hora do almoço quase não são atendidas.
Em tempos de coronavírus, o personagem central desta história, que tem trinta e poucos e a aparência de 60 conta o triste relato de pessoas em situação de rua em Andradina, onde o maior medo não é a doença, e sim a fome.
Ele conta que na última semana, diminuiu o numero de oferta de alimentos de grupos filantrópicos. Sem saber se pararam por conta da doença, ou por falta de informação de alguma mudança de procedimento. Na Andradina em plena crise do COVID – 19, a solidariedade entre as pessoas está em um momento crítico.
As pessoas que habitam as ruas da cidade, contam com a solidariedade um do outro, na hora de dormir e dividir “algum”, ganho nas ruas. Com menos pessoas as esmolas ficam mais raras. A. B. T., de 57 anos, acorda cedo vai para a frente da Caixa, pois sabe de um grande movimento de aposentados que passam por lá nesta época do mês observamos seu comportamento por algum tempo e vimos nele o sinal do desânimo. As pessoas passam ainda mais apressadas e até o sinal de mão estendida já foi abolido por ele, pelo sinal de susto das pessoas por se tocarem.
A situação exposta é comum em toda parte e é a realidade dos brasileiros que vivem em quadro de vulnerabilidade social nas ruas da cidade.
Deus protege e guarda. Eles dormem onde podem e não podem se defender dentro do lar. Mas com certeza vivem numa situação de isolamento social. Um cruel isolamento.