Suicídio está frequentemente relacionado com a depressão, mas não decorre exclusivamente dessa doença que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. Para falar sobre esses dois temas, a Secretaria Municipal de Saúde promove nesta quarta-feira,13, uma palestra com o médico Marcos Antonio Gulla Marques que abordará tanto a depressão quanto os riscos de suicídio.
O evento está marcado para iniciar às 13h30 no anfiteatro do CIEC – Centro Integrado de Educação e Cultura “José Miguel Nascimento".
De acordo com a secretária de Saúde, Janini Nascimento, a palestra é aberta ao público e faz parte do calendário de ações para este mês, denominado Setembro Amarelo. “O público alvo são nossos pacientes, profissionais da Saúde e os profissionais da área de Educação também”, explica a secretária.
A prevenção do suicídio demanda um tratamento precoce e eficaz, com formação adequada, qualificando melhor as emergências psiquiátricas que estão em funcionamento para ter uma melhor atenção dos profissionais de saúde, principalmente na atenção básica/primária.
CASOS NO BRASIL - De assunto mantido entre quatro paredes a tema de série na internet, o suicídio de jovens cresce de modo lento, mas constante no Brasil: dados ainda inéditos mostram que, em 12 anos, a taxa de suicídios na população de 15 a 29 anos subiu de 5,1 por 100 mil habitantes em 2002 para 5,6 em 2014 - um aumento de quase 10%.
Os números obtidos e divulgados pela BBC Brasil são do Mapa da Violência 2017, estudo publicado anualmente a partir de dados oficiais do Sistema de Informações de Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde.
Um olhar atento diante de uma série histórica mais longa de dados permite ver que o fenômeno não é recente nem isolado em relação ao que acontece com a população brasileira. Em 1980, a taxa de suicídios na faixa etária de 15 a 29 anos era de 4,4 por 100 mil habitantes; chegou a 4,1 em 1990 e a 4,5 em 2000. Assim, entre 1980 a 2014, houve um crescimento de 27,2%.