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“Em abril deveremos estar voltando ao normal. Mas de forma racional”, diz promotora

A promotora insiste que é preciso focar em Andradina, nas condições que temos para enfrentar essa crise.

Da redação – Andradina
27/03/20 às 18h35
Decreto municipal de isolamento prevê retorno a normalidade em 5 de abril (Arquivo da Cãmara Municipal de Andradina)

No final de seu pronunciamento público realizado via Facebook, na manhã desta sexta-feira (270, a 1º Promotora de Justiça da Comarca de Andradina, Rúbia Prado Motizuki, lembrou da importância de respeitar o período de isolamento social. Ela também afirmou que entende os sacrifícios pessoais das pessoas neste período difícil.

“Eu sei que muitos estão em suas residências sem poder produzir e ganhar o suficiente para sustentar suas famílias. Eu acredito que se todos aderirem se todos ficarem suas residências no período da quarentena, que não é um período de 40 dias, é um período de duas semanas, vamos ter feito nosso papel e a crise vai passar”, afirma.

O decreto municipal prevê o dia 5 de abril como retorno à normalidade e o Estadual prevê dia 7. “Daqui uma semana o período de ficar em casa já estará terminando. Vamos fazer o nosso papel assim como já estamos fazendo e vamos terminar bem feito. Se nós fizermos assim, com certeza nós vamos colher o fruto lá na frente e depois antes da primeira quinzena de abril vamos todos voltando à normalidade, de uma forma racional e tomando providências.

A comparação com o Japão

A promotora mencionou o efeito comparativo com o Japão, que não adotou medidas governamentais de restrição. “Eu vi o as pessoas comentam `se nem o Japão fechou porque que Andradina está fechando`. Eu morei no Japão e eu posso te dizer com propriedade, no Japão ninguém entra assim com sapato em qualquer estabelecimento comercial. Ninguém troca de roupa numa loja utilizando os nossos sapatos antes de chegar no trocador. Antes de chegar em qualquer clínica da área da saúde e você troca de sapato você veste o equipamento de proteção individual. Qualquer pessoa, que esteja com a gripe ou de qualquer doença usa uma máscara de proteção para não transmitir ao outro e já mantém um distanciamento social. Ninguém vai ao restaurante doente. Em restaurante você recebe condições de lavar as mãos com toalhas quentes descartáveis antes de comer. Estamos falando de outra cultura. Mesmo com toda essa cultura, o Japão está sim pedindo quarentena, como o que ocorre em diversos outros países”, disse.

A promotora insiste que é preciso focar em Andradina, nas condições que temos para enfrentar essa crise.

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