Na manhã desta segunda-feira (11/09), a prefeita de Castilho, Fátima Nascimento (DEM), corrigiu um problema efetivado pelo ex-prefeito do município, Joni Buzachero (PSDB), com o fechamento da avenida Getúlio Vargas, na altura da Praça da Matriz e ordenou a demolição dos 8 quiosques existentes no local.
Os quiosques foram construídos em substituição ao comércio ambulante do local, realizado em sua maioria por trailer de lanches, mas após a construção dos “elefantes brancos”, praticamente acabou com o comércio daquela localidade, pois os quiosques não funcionaram por mais de 1 ano e consequentemente acarretou com a extinção do comércio, principalmente de gêneros alimentícios (lanches).
“Por anos a avenida Getúlio Vargas ficou funcionando neste trecho em mão única, o que de certa forma gerou transtornos para os motoristas, pois em uma avenida é importante que a mesma tenha trânsito nos dois sentidos, então estamos corrigindo essa imperfeição de anos, mas principalmente pensando em melhores condições de locomoção até o hospital. Os quiosques foi uma idealização sem utilidade, tanto para o municípios como aos munícipes, então tomamos a decisão de reabrir a via pública, da forma que sempre foi e que nunca deveria ter sido interrompida” – justificou a prefeita, Fátima Nascimento, que esteve no local acompanhando o início dos trabalhos, acompanhada dos vereadores, Flávio Nascimento e Itamar Vieira, além do secretário de Administração Jorge Abdalla e do secretário de Obras e Urbanismo, Willian Calestini.
Em uma faixa de aproximadamente 200 metros, entre as ruas Nagib Muana Zahr e a Osório Junqueira, o ex-prefeito de Castilho Joni Marcos Buzachero fechou a avenida Getúlio Vargas em 2008, para “revitalização” da Praça da Matriz, deixando a avenida com apenas um dos sentidos, o que além de atrapalhar o trânsito, também criava transtornos para ambulâncias que precisavam trafegar pela contramão ou contornar as ruas, aumentando em mais de 300 metros o trajeto até o Hospital “José Fortuna”.
A obra de revitalização da praça e construção do portal de entrada teria consumido segundo dados do Portal Transparência do Governo Federal, R$ 1.289.754,12, sendo R$ 682.500,00 do Ministério do Turismo e R$ 607.254,12 do erário público municipal como contrapartida do convênio firmado em 2007 e publicado no Diário Oficial da União em janeiro de 2008, idealizado pela gestão do ex-prefeito Joni Buzachero.
“Ao meu ver, essa derrubada era necessária a muito tempo, pois o local estava servindo de ponto de aglomeração de jovens ociosos, sem falar que a construção destes quiosques atrapalhou o comércio nesta localidade, pois a avenida neste trecho ficou praticamente morta e os quiosques também não serviram para absolutamente nada, a não ser desperdiçar dinheiro público, uma vez que não havia nenhuma necessidade da construção dos mesmos neste local. Agora com essa demolição, esperamos que o fluxo de veículos seja estabelecido, além da sensação de segurança para nós comerciantes e moradores das abrangências da praça. Esta é a única avenida de Castilho e mesmo assim ficou com uma faixa interditada, sem possibilidade de chegar a estação ou no hospital, o que é o mais importante, pois em casos de emergências, às ambulâncias tinham que trafegar pela contramão” – analisou o comerciante e morador da avenida, Sidnei Marcos Lameu.
Segundo a administração municipal parte dos materiais serão reaproveitados em outros empreendimentos, como as portas, janelas e telhas. A reabertura da avenida contará com os materiais e mão de obra dos servidores públicos municipais, não gerando custos com terceirização.