A Guarda Muncipal e Polícia Militar de Ilha Solteira (SP) se concentram em dois prontos da cidade na manhã desta segunda-feira (31), na Praça dos Paiaguás e próximo à Câmara Municipal, para cumprir a liminar concedida pela Justiça no final da tarde desta segunda-feira (30), proibindo manifestações em Ilha Solteira, estipulando uma multa de R$ 10 mil para quem descumprisse. Mas nenhum manifestante compareceu.
A liminar tem como alvo uma manifestação que vinha sendo organizada para as 10h00 desta terça-feira (31), na Praça dos Paiaguás, chamada de “Volta Ilha Solteira”, com o objetivo de pedir a reabertura do comércio na cidade.
Na decisão, o juiz afirma que, apesar dos direitos da liberdade individual, da livre manifestação de vontade, verifica-se que os organizadores e eventuais participantes contrariam as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS), do Ministério Público do Estado de São Paulo, e decretos dos Chefes dos Poderes Executivos do Estado de São Paulo (Decreto n.º 64.881/2020) e do Município de Ilha Solteira (Decretos n.º 6.910 e 6.912/2020).
O juiz, na decisão, diz que o Coronavírus propaga-se facilmente, por meio do contato humano, o que leva a proibição de aglomerações. E que a demanda hospitalar pode colapsar todo o sistema municipal de saúde, pois há apenas 15 leitos de UTI para atender mais de 26.000 habitantes. “Embora nenhum munícipe tenha testado positivo para o Coronavírus, identifica-se um aumento nos casos suspeitos. Ademais, há casos confirmados na região”, diz o juiz.
O juiz não só proibiu a manifestação desta terça, mas como qualquer outra que tenha o mesmo objetivo, no período de validade dos decretos estadual e municipal que vedam esse tipo de aglomeração.
(Com Douglas Cossi Fagunde ilhadenoticias ).