O Tribunal do Júri de Andradina vive uma tarde tensa nesta quarta-feira (10), durante o julgamento de E.R.S.R, acusado de matar Vanessa, sendo o primeiro feminicídio em 2024 em Andradina.
A sessão segue em andamento e tem atraído grande atenção da comunidade local.
A família da vítima, que acompanhava o julgamento desde o início, foi retirada do plenário pouco antes do início das alegações da defesa. De acordo com informações apuradas no local, os familiares foram orientados a deixar o espaço por determinação da equipe responsável pela segurança e pela condução do júri, após a irmã da vítima movida por forte comoção. Após a retirada, eles permaneceram do lado de fora do fórum, visivelmente abalados.
A movimentação gerou comoção entre amigos e conhecidos de Wanessa, que se concentraram na frente do prédio, aguardando o desfecho do julgamento.
Logo após a saída dos familiares, o advogado de defesa do réu iniciou sua sustentação. O acusado responde por homicídio qualificado por feminicídio, crime agravado pela motivação de gênero, conforme a denúncia apresentada à Justiça. O julgamento segue em andamento.
O crime
Vanessa sofreu agressão física do seu ex-amásio E.R.S.R de 24 anos no bairro Quinta das Castanheiras, onde foi registrado um Boletim de Ocorrência.
Inclusive, ela conseguiu fugir da casa onde estava sendo agredida, chegando a casa de uma sobrinha, que chamou resgate por volta das 3h da madrugada levando Vanessa para a UPA. Agredida pelo ex-namorado, ela não apenas sofreu com a violência doméstica, mas também, segundo a família, enfrentou uma luta adicional pela vida devido à negligência médica.
Na Unidade de Pronto Atendimento de Andradina (UPA), Vanessa não recebeu o tratamento adequado, apesar dos sinais claros de uma possível hemorragia cerebral. Mesmo com a recomendação de internação por um médico, ela foi liberada pelo outro médico plantonista e encontrou a morte em casa, ao lado da sua família, se tornando uma possível vítima de uma falha gritante no sistema de saúde.
